Cosme Rímoli Palmeiras de Mano. Sem ambição, sem coragem de lutar pelo título

Palmeiras de Mano. Sem ambição, sem coragem de lutar pelo título

Empate com o Athletico Paranaense fez com que o Flamengo abrisse dez pontos de vantagem. Mano não teve coragem de colocar o time para atacar

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Marcelo Cirino marcou. Pareceu que era o Athletico que sonhava com o título

Marcelo Cirino marcou. Pareceu que era o Athletico que sonhava com o título

Reprodução/Twitter

São Paulo, Brasil

O Palmeiras não teve coragem.

E um campeão se faz com ambição.

Mano Menezes sabia que o Flamengo havia vencido o Fluminense. Atingido 64 pontos. O Santos, perdido para o Atlético Mineiro, por 2 a 0, estagnado nos 51 pontos.

Não havia outro caminho, para o time que sonha com o título brasileiro, a não ser atacar o Athletico Paranaense, mesmo jogando na Arena da Baixada.

Mas Mano preferiu não arriscar, não perder.

Colocou seu time para contragolpear, foi cauteloso nas trocas.

No final, empate em 1 a 1.

E a diferença do Palmeiras para o time carioca saltou de oito para dez pontos na tabela de classificação. Faltando apenas 11 rodadas para o Brasileiro acabar.

Foi decepcionante a postura de Mano Menezes.

Não foi digna de quem deseja o título.

O treinador apenas não quis perder o jogo.

Teve medo de arriscar.

Desde os primeiros minutos, o time de Tiago Nunes foi melhor. Mostrou toda a intensidade, vibração, velocidade que o fez campeão da Copa do Brasil.

Soube explorar muito bem o gramado sintético.

E pressionou o Palmeiras.

Mano montou seu time para jogar apenas no erro do adversário. Ele montou um sistema defensivo forte, no 4-5-1, deixando apenas o limitado Deyverson na frente.

Willian e Dudu tiveram muito mais a missão de tentar travar os laterais do Athletico do que jogarem abertos na frente, como costumam. 

Marcação forte. O único mérito do Palmeiras. Falta de ambição pelo título

Marcação forte. O único mérito do Palmeiras. Falta de ambição pelo título

GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO

Zé Rafael foi um terceiro volante, ao lado de Bruno Henrique e Felipe Melo.

Mano optou apenas pela marcação forte, física. Seu time mostrou muita luta, mas nenhuma sede em atacar, buscar os gols.

O Athletico mostrou cedo sua proposta de jogo, pressionando o vice líder do Brasileiro como se fosse uma equipe pequena.

Marcelo Cirino completou para as redes ótimo cruzamento de Adriano.

Eram seis minutos de jogo.

O domínio paranaense continuou, o Palmeiras seguiu marcando forte e buscando os contragolpes. Nem parecia que precisava da vitória para ter o direito de sonhar pelo título.

E foi uma jogada individual de Willian pela direita, com atitude, personalidade. Ele desceu pela direita e cruzou. Deyverson se antecipou à zaga e desviou a bola para as redes, aos 40 minutos. 1 a 1.

A antecipação e o toque empatando o jogo. Tudo que Deyverson fez de útil

A antecipação e o toque empatando o jogo. Tudo que Deyverson fez de útil

Palmeiras

No segundo tempo, a dinâmica do jogo seguiu igual, com o Athletico mostrando muito mais vontade de vencer. Tiago Nunes cobrava seu time no ataque.

O Palmeiras brigava pela bola, mas não criava, já que a equipe seguia encolhida.

Mano não colaborou trocando Zé Rafael por Lucas Lima. O ex-meia santista entrou também recuado. Pior foi na troca do atacante Willian pelo meia Raphael Veiga.

A falta de ambição foi algo assustador.

Borja, Henrique Dourado, Carlos Eduardo foram passear em Curitiba. O técnico tinha de colocar mais atacantes.

Ele não permitiu o Palmeiras sonhar com a vitória.

Mano não teve coragem de arriscar. O 1 a 1 foi excelente para o Flamengo

Mano não teve coragem de arriscar. O 1 a 1 foi excelente para o Flamengo

Palmeiras

Mano Menezes pensou nele, em não sair derrotado.

E veio o empate quase inútil a essa altura do Brasileiro.

Time sem ambição não merece título.

Essa é uma das poucas verdades absolutas no futebol.

E o Palmeiras de 2019 não merece ser o campeão do país.

A falta de ousadia de Felipão segue com Mano...