Cosme Rímoli O rancor, a inveja da Globo. BBB para sabotar a final da Libertadores

O rancor, a inveja da Globo. BBB para sabotar a final da Libertadores

Santos e Palmeiras na final da Libertadores no SBT é dolorido demais para a Globo. Sem saída, usará Big Fone. Galvão lamenta

  • Cosme Rímoli | Do R7

Sem Libertadores, a Globo apela para golpe baixo. Big fone no horário da final

Sem Libertadores, a Globo apela para golpe baixo. Big fone no horário da final

Divulgação/Globo

São Paulo, Brasil

Inveja.

Choque da nova realidade.

Cobertura periférica.

A final de amanhã da Libertadores entre Palmeiras e Santos faz a Globo passar por papel desmoralizante.

A de rainha que perdeu o trono.

E que está consumida pelo rancor.

Depois de décadas de transmissão com exclusividade da maior competição de clubes na América do Sul, a emissora carioca, passando por grave crise financeira, resolveu blefar.

Avisou à Conmebol que não iria pagar os acordados 60 milhões de dólares, R$ 325 milhões, pelos anos de 2020, 2021 e 2022. Exigia drástica redução, por conta da pandemia do Coronavírus, ou desistiria.

A Globo apostou que não haveriam concorrentes na tevê aberta. Mas incentivado pelo ministro das Comunicações, Fabio Farias, Silvio Santos resolveu apostar no futebol. E comprou os direitos de transmissão da Libertadores.

Foi um golpe supreendente e que afetou em cheio a política da emissora da família Marinho de faturar com o futebol. O patrocínio anual do esporte predileto do brasileiro costumava render R$ 1,8 bilhão. Mas com direito aos principais estaduais, Copa do Brasil, Brasileiro, jogos da Seleção, Libertadores e Mundial de Clubes.

Silvio tirou uma das principais 'joias da coroa'.

Para piorar a situação, a final de amanhã será na casa da Globo.

No Rio de Janeiro, no Maracanã.

E reunindo dois clubes do estado mais rico do Brasil e com patrocinadores mais rentáveis.

Palmeiras e Santos, times de São Paulo.

Jogo histórico.

O carioca Galvão Bueno, voz oficial do futebol da Globo, não se conteve por estar impedido de narrar a decisão, que ficará a cargo de Téo José, no SBT.

"Sempre fui questionado o que me faltou em minha vida profissional que completa 47 anos no mês que vem. Sempre disse que foi a Copa de 1970 porque comecei a narrar na Copa de 1974. Além, claro, dos jogos do Gustavo Kuerten e os títulos que ele conquistou."

"Mas olha, estou com a sensação que esse jogo de sábado entre Palmeiras e Santos vai entrar para a lista. Lá pra frente, quando eu parar, sinto que vou sentir falta de não ter narrado esse jogo."

Galvão fará 71 anos em julho e sabe o quanto é difícil dois clubes brasileiros decidirem a Libertadores. Será apenas a terceira vez na competição, em 61 anos.

Galvão, 70 anos, mostra a mágoa por não narrar final da Libertadores no Maracanã

Galvão, 70 anos, mostra a mágoa por não narrar final da Libertadores no Maracanã

Reprodução/Sportv

Só ficaria pior para o narrador se seu time de coração, o Flamengo, estivesse envolvido. A de 2019 não narrou por ter um infarto em Lima.

A Globo decidiu fazer uma cobertura periférica, como há décadas a ESPN/Brasil faz. O Sportv transmitirá tudo antes e depois da partida. Menos o principal, a partida.

A inveja, o rancor chegou a um ponto bizarro.

A emissora vazou para a imprensa que o Big Fone, do Big Brother 21, tocará durante o horário do jogo. Para tentar tirar a audiência feminina da final da Libertadores.

Tentativa desesperada para prejudicar a emissora de Silvio Santos que tenta se firmar no futebol.

O SBT conseguiu fortes patrocinadores para a Libertadores: Amazon Prime Vídeo, Claro, Netshoes, Sanofi, SportingBet e Tik Tok. Além da Ambev, que abandonou o futebol da Globo.

A Globo sente na pele o fim do monopólio do futebol no Brasil.

E não sabe como lidar.

A não ser misturando inveja e ressentimento.

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