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O gênio que a Copa do Mundo não viu. Djalminha

Jogador fabuloso, que um gesto impensado tirou a chance de o Brasil ter um meio-campo dos sonhos. A falta de personalidade de Felipão foi fundamental. Para que o Brasil não tivesse Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Djalminha juntos na Copa de 2002

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A trajetória de um talento desperdiçado e as decisões que impediram um meio-campo dos sonhos Reprodução/Instagram/Djalminha

Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e... Djalminha.

Esse quarteto fantástico poderia ter jogado junto a Copa de 2002.


Mas faltou personalidade para Felipão enfrentar a opinião pública.

Uma atitude impensada, que só não foi perdoada por medo da repercussão da imprensa de Felipão, treinador que dizia ser a favor da hierarquia.


“O treinador do La Corunã, o Irureta, me perseguia desde que eu cheguei. Naquele dia, nós discutimos por um pênalti em um treino.

“Nem houve cabeçada, só encostei a minha cabeça nele, irritado. Eu telefonei para o Felipão avisando o que havia acontecido. Ele me disse para abafar o caso. Mas a imprensa não deixou.“


A tradução: Felipão o convocaria para a Copa de 2002.

Mas ficou ‘de mãos amarradas’, por falta de personalidade, quando as imagens da cena vazaram pelo mundo.


O então presidente Ricardo Teixeira não quis a convocação. Para ‘não pegar mal’. Justo ele que seria afastado do futebol pela Fifa.

E assim, o Brasil desperdiçou um gênio na Copa de 2002.

Por ironia do destino, já havia sido assim com o pai de Djalminha.

O espetacular zagueiro Djalma Dias.

Muito genioso também, acabou injustiçado nas Copas de 1962 e 1966.

Djalminha deu uma entrevista arrebatadora. Mostrou sua personalidade forte participando de uma greve de silêncio no Flamengo, clube que o revelou.

Tinha 15 anos.

Foi vendido de forma precipitada na Gávea.

Entrou em choque com Renato Gaúcho, o ídolo maior na época. Trocaram empurrões em um Fla-Flu. O Guarani se aproveitou.

Djalminha fez história. Venceu o Campeonato Espanhol com o pequeno La Coruña. Gigantes Barcelona e Real Madrid ficaram pelo caminho Reprodução/Instagram Djalminha

Mas Djalminha faria história no Palmeiras da Parmalat.

“Foi um time que tinha muitos recursos. Não fizemos 102 gols no Paulista, de 1996, que ganhamos, por acaso. Eu, o Müller e o Rivaldo nos entendemos de cara.”

Djalminha é modesto. Os três foram protagonistas de lances geniais juntos.

Como a Parmalat só assumiu o Palmeiras para movimentar dinheiro, logo desmanchou o time fabuloso que havia montado.

“Fui para La Coruña e conseguimos o que ninguém esperava. Derrubamos o Barcelona e o Real Madrid. Fomos campeões espanhóis. Vivi momentos importantíssimos da minha carreira e de vida por lá”, relembra.

Infelizmente também com o medíocre técnico Irureta.

Na Espanha, Djalma apostava com Ronaldo Fenômeno quem dava mais caneta, ou seja, colocava a bola no meio das pernas dos adversários. Cada caneta valia mil euros, cerca de R$ 6 mil.

“Ele foi um grande desperdício para a Seleção Brasileira”, decretou Ronaldo.

Essa é a sensação que o acompanha até hoje. Muito firme nas suas opiniões, se tornou comentarista. Irritado com o racismo, inspirado em Seu Jorge, fez um rap em homenagem a Vinicius Júnior.

E ele ‘cantou’ na entrevista exclusiva.

Só o Brasil e suas rotineiras injustiças foram capazes de deixar esse gênio fora das Copas do Mundo.

Azar do Brasil…

A preciosa entrevista de Djalminha está no canal do Cosme Rímoli, no YouTube. Uma parceria com o R7.

A cada semana há uma exclusiva com personagens importantes ligados ao esporte, geralmente futebol.

São mais de 170 entrevistas e mais de 14,4 milhões de acessos.

Todo sábado, às 10 da manhã, a Record News leva ao ar as melhores, no programa Cosme Rímoli Entrevista.

São depoimentos marcantes e exclusivos…

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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