Logo R7.com
RecordPlus
Cosme Rímoli - Blogs

Neymar não tem o apoio geral da imprensa. E nem da opinião pública para a volta à Seleção. Seu desempenho no Santos é fraco. Convocação contra França e Croácia será daqui 19 dias

O apoio ‘total e irrestrito’ da chegada do jogador, em janeiro de 2025, acabou. O sonho de disputar a Copa dos Estados Unidos ficou distante. Por conta não só das contusões. Mas pelo desempenho do meia/atacante de 34 anos. Antes da importante convocação do dia 16 de março, há o limitado Vasco, o competitivo Mirassol e o rival Corinthians

Cosme Rímoli|Cosme RímoliOpens in new window

  • Google News
Até membros das organizadas do Santos já cobraram Neymar, pelo fraco futebol. O desempenho, diante das expectativas, é fraquíssimo Raul Baretta/Santos

Neymar vivia um dilema na Arábia Saudita. O então treinador do Al-Hilal, Jorge Jesus, declarou abertamente que o brasileiro não estava conseguindo acompanhar o ritmo físico do time. E a rescisão foi acertada.


Ele voltou para o Santos no final de janeiro de 2025.

Teve recepção calorosa. Houve jornalista esportivo que até chorou de emoção, na sua chegada. Foi saudado como se fosse o Neymar de 2015, quando viveu sua melhor fase na carreira.


O jogador tinha como expectativa se recuperar de vez da quinta cirurgia importante, a mais delicada. A reconstrução dos ligamentos cruzados no joelho esquerdo.

Ser importante na reconstrução do Santos e voltar para a Seleção.


Setoristas, que frequentam o Santos todos os dias, têm certeza. Neymar acreditou que teria o apoio total da imprensa, da torcida santista e até de torcedores adversários por, teoricamente, ser o grande reforço à Copa do Mundo dos Estados Unidos.

Vã esperança.


Não houve apoio ou piedade. A expectativa do seu retorno logo virou decepção. Ele não conseguiu se recuperar fisicamente. No ano passado fez apenas 28 partidas.

Pedro Caixinha e depois Vojvoda fizeram o time atuar para Neymar. Com privilégio tático. Não precisava voltar.

Sem força para correr como companheiros, passou a maioria dos jogos esperando a bola chegar, do meio de campo para a frente.

O desempenho foi marcado por enorme desilusão. Não conseguiu levar o Santos para a possibilidade de disputar título algum. 

O apoio acima de tudo não veio nem das organizadas. Ele discutiu com torcedor em campo. Foi cobrado com rispidez, após a goleada que Santos sofreu do Vasco, por 6 a 0. Neymar é xingado em todo estádio, quando o Santos vai atuar fora de casa.

As críticas da imprensa são cada vez mais pesadas.

Neste ano, ele só atuou duas vezes. Ficou dez jogos de fora, se recuperando da sexta cirurgia na carreira, artroscopia no joelho esquerdo.

Na última partida, domingo, o Santos foi eliminado do Paulista, pelo Novorizontino. Seu futebol foi assustadoramente fraco.

A mídia é quase unânime em acreditar que ele não merece ser chamado para a Seleção. Pelo menos neste instante. 

Sentindo a pressão, o estafe do atleta decidiu divulgar seus dados físicos contra o Novorizontino. Para tentar mostrar uma melhora que anime Carlo Ancelotti a convocá-lo já para os amistosos contra França e a Croácia, dias 28 e 31 de março.

Neymar não joga pela Seleção desde outubro de 2023, contra o Uruguai, pelas Eliminatórias. Partida que rompeu os ligamentos cruzados.

O meia/atacante já não teve condições físicas de treinar ontem. A partida contra o Novorizontino foi sábado. Ele terá três partidas antes da convocação de Ancelotti para os dois próximos jogos da Seleção nos Estados Unidos.

Vasco, amanhã, na Vila Belmiro. Mirassol, em Mirassol. E Corinthians, na Vila Belmiro.

A situação é mais que complicada.

Neymar já percebeu que o clima de festa com que foi recebido, em janeiro de 2025, não mais existe.

E são exceções os jornalistas que o defendem na Copa do Mundo.

Acabou também o furor de torcedores por seu futebol.

Mesmo de torcedores santistas.

Neymar Instagram/Torcida Jovem

Aos 34 anos, 44 lesões, cinco cirurgias, seu sonhado caminho para a última Copa da carreira está muito mais difícil que Neymar desejava.

Ancelotti, por enquanto, se mostra firme.

Sem se dobrar à pressão de sambistas e cantores de axé que pediram pelo jogador na Copa.

O italiano age de forma bem diferente de Felipão, Tite, Fernando Diniz, Dorival Júnior, dependentes assumidos de Neymar...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.