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Neymar fora dos últimos amistosos antes da convocação final. Ancelotti enxerga o veterano de 34 anos, 44 lesões e cinco cirurgias. E não o ‘Menino Ney’

Técnico italiano da Seleção foi coerente. Neymar está muito abaixo fisicamente. E não foi chamado para os jogos contra França e Croácia. Avisou que ele não terá privilégios. ‘Trato todos os jogadores da mesma forma’

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Neymar não foi convocado para os amistosos contra França e Croácia devido à sua condição física insuficiente.
  • O técnico Carlo Ancelotti afirmou que todos os jogadores têm o mesmo tratamento, sem privilégios para Neymar.
  • A convocação incluiu jogadores em melhor forma física, enquanto Neymar se recupera de lesões e cirurgias.
  • Ancelotti deixou a porta aberta para a inclusão de Neymar na convocação final, caso ele mostre melhoras significativas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Neymar precisa melhorar muito fisicamente. As 44 lesões e cinco cirurgias atrapalham o veterano de 34 anos Lucas Figueiredo/CBF

Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr) e Ederson (Fenerbahçe).

Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Leo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma).


Meio-campistas: Andrey Santos (Chelsea), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Gabriel Sara (Galatasaray).

Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinicius Junior (Real Madrid).


Estes foram os convocados para enfrentarem a França, dia 26 de março, em Boston, e a Croácia, dia 31 de março, em Orlando.

Serão os últimos amistosos antes da convocação final para a Copa do Mundo.


Carlo Ancelotti se mostrou maior que Neymar.

E que, ao contrário de Dunga, Felipão, Tite, Fernando Diniz e Dorival Júnior, não coloca a Seleção Brasileira à mercê de um jogador.


Não se dobrou porque Neymar não está bem fisicamente. Demonstrou isso ontem contra o Corinthians, de forma clara. Só quem é adepto de sua ação midiática para não enxergar.

A pressão externa só ocorre de quem olha para o Neymar, 34 anos, 44 lesões, cinco cirurgias, e enxerga o ‘menino Ney’, ou Juninho para os íntimos, de 15 anos atrás.

“Se ele estiver 100% fisicamente ou mostrar que pode estar 100% durante a Copa do Mundo pode ser chamado. Mas 100%. E Neymar não está.”

Mais claro, mais direto, mais sem rodeios, Ancelotti não poderia ser.

A ausência do jogador provocou desilusão até entre alguns jornalistas que estavam na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

“Mas ele é o principal artilheiro da Seleção. A população quer o Neymar na Seleção”, foi dito na coletiva.

Outra vez, o olhar é para o que o camisa 10 do Santos produziu, quando despertava a cobiça dos gigantes europeus e mesmo do bilionário futebol árabe. Ou até do inócuo norte-americano.

Agora, nem isso.

Neymar segue sendo o mais talentoso jogador desta geração.

Endrick terá a chance que sonhava. Ancelotti resolveu apostar, de novo, no jovem atacante Carl Recine/Reuters

Mas quando a bola chega nos seus pés. Só que o futebol atual exige explosão muscular para driblar, velocidade para receber a bola na frente dos volantes, zagueiros do melhor nível do planeta, que formam as seleções principais que disputam a Copa do Mundo.

“Neymar pode estar ou não estar na Copa do Mundo, se ele não estiver 100% na próxima Copa do Mundo. Se ele ficar 100% na próxima Copa do Mundo, ele pode estar.

“Por que Neymar não está nesta convocação? Porque ele não está 100%.

“Mas na convocação da lista final, a conversa será outra.

“Neymar tem de seguir trabalhando, jogando, mostrando suas qualidades e boa condição física.”

Ancelotti não é nada ingênuo.

Ele sabe a repercussão dos dois amistosos mais importantes que o Brasil fará antes da Copa. Os resultados dos confrontos contra a França e contra a Croácia terão reflexos para a confiança, para certeza a Seleção chegará forte, ou não, ao Mundial.

E serão duas partidas de muita intensidade. Neymar não tem condições hoje de enfrentar marcações muito fortes, de qualidade.

Ancelotti sabe que, se o convocasse, teria de colocá-lo para jogar. Seria impossível levá-lo ‘a passeio’.

O italiano tem plena consciência que até a cúpula da CBF quer a presença de Neymar na Copa do Mundo. Por isso deu essa esperança publicamente.

Se o jogador do Santos se focar em se recuperar, melhorar e muito, sua performance física, vai ao Mundial. Caso contrário seria apenas um atleta midiático, personalista a ficar na reserva, com a imprensa clamando que entrasse em campo. Se não conseguir recuperar seu estado atlético, será um problema enorme para Ancelotti.

O treinador também deixou escapar uma frase importantíssima. “Neymar terá o mesmo tratamento que os outros jogadores”, prometeu, rompendo a tradição dos técnicos da Seleção, que sempre reservaram privilégios abusivos ao jogador, por seu indiscutível talento.

Na convocação de hoje, Ancelotti optou por jogadores de muita força física. Pronto para os embates com franceses e croatas.

Nesse aspecto, junto com o retorno do bom futebol, Endrick merecia e teve a chance de voltar à Seleção.

Ancelotti aconselhou o jogador, que estava na reserva dos reservas no Real Madrid a procurar time para atuar. E no Lyon, o atacante se redescobriu.

Além dele, apostou em Leo Pereira, do Flamengo; Gabriel Sara, do Galatasaray; Igor Thiago, do Brentford; e Rayan, do Bournemouth.

Ibañez e Danilo, que está jogando bem demais no Botafogo.

Paquetá também foi lembrado por Ancelotti, como jogador que poderá estar na última lista. O meio-campista ainda se readapta ao Flamengo.

Ancelotti revelou que a renovação até a Copa de 2030 está encaminhada. “Quando as duas partes de um casal querem, tudo acontece. A CBF quer e eu quero. Só falo que agora, antes da Copa, é mais barato. Depois da Copa é mais caro”, brincou.

A entidade quer renovar já com o italiano.

As conversas estão mesmo adiantadas...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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