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“Não sou o melhor exemplo do mundo.” Abel Ferreira chega à 13ª expulsão. Desta vez, com o jogo terminado. Por uma bola que saiu pela lateral

Em um jogo vibrante, o Palmeiras venceu o Fluminense por 2 a 1. Entrou com todos seus titulares. Para assumir a liderança do Brasileiro. Incontrolável, Abel reclamou, protestou, discutiu. Até ser expulso, depois do jogo

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Vitor Roque marcou de pênalti, aos seis minutos de partida. Palmeiras entrou com os titulares e o Fluminense com o time misto Cesar Greco/Palmeiras

“Reclamei, sim, como reclamei com uma bola que era tiro de meta e o árbitro trocou para escanteio. Foi a primeira vez que eu vi! O árbitro falou que foi o VAR, mas o VAR não intervém...


“Eu não entendo. Mas tudo certo, estamos todos sujeitos a erros, eu posso errar, o árbitro também pode errar, e, dentro do jogo, como é sabido, muitas vezes o árbitro, e isso aconteceu no intervalo, ele dá dura...

“Acho que o quarto árbitro deve ter ficado melindrado porque eu protestei, porque o lateral era nosso, e quem me expulsou foi o quarto árbitro. Não entendi o porquê, ponto.


“Somos todos sujeitos a erro, eu posso errar, o árbitro também pode errar. Não entendi o porquê (fui expulso).

“Não sou o melhor exemplo do mundo. Não sou perfeito, não sou. Se tem gente que é perfeita e que nunca erra, que atire a primeira pedra.”


Essas foram as explicações de Abel Ferreira sobre sua 13ª expulsão, desde que chegou ao Palmeiras, em outubro de 2020.

A expulsão de Abel Ferreira foi mais do que previsível. Ele passou grande parte da partida reclamando da arbitragem de Felipe Fernandes de Lima.


O Palmeiras, com seus titulares, venceu o Fluminense misto, que Zubeldía colocou no gramado sintético de Barueri.

13ª expulsão de Abel. Desta vez, depois da partida terminada Alexandre Schneider/Getty Images

Em uma partida intensa, com chances dos dois lados, a vitória do Palmeiras foi sofrida e merecida. Pela constância do time de Abel Ferreira.

Vitor Roque e Allan fizeram para o Palmeiras. Acosta descontou. A partida foi muito aberta, com os dois times buscando o gol.

Arias, que era a grande estrela do jogo, ficou na reserva, entrou no segundo tempo e nada produziu de efetivo, contra seu ex-clube.

Mas foi Abel Ferreira quem roubou a cena.

Nervoso, irritadiço.

Reclamou até não poder durante todo o confronto.

Ele sabia o quanto era importante.

E que seu time precisava dos três pontos. Mas o Fluminense proporcionou um emocionante duelo.

“Para os que gostam de analisar futebol: é possível jogar sem centroavante e criar chances de perigo. Foi o que fez nosso adversário hoje.

“Jogou com quatro homens no meio, pontas bem abertos, fazendo saída a três, preenchendo bem o meio e deixando os pontas abertos.

“Essa equipe, nos últimos sete jogos não tinha perdido. Como eu disse: é possível uma equipe jogar bem sem centroavante, foi isso que eles fizeram”, explicou.“

“Sobre oportunidades de gols, eles tiveram muitas oportunidades, mas nós tivemos também. E a forma como sofremos o gol é mais demérito nosso do que mérito deles, em relação àquele gol específico.

“Depois, sim, nosso goleiro fez boas defesas. Para quem gosta de espetáculo e futebol, foi, sim, um jogo aberto o tempo todo”, destacou.

Abel reconheceu a força do Fluminense.

“Nosso adversário poderia ter marcado, mas o Palmeiras também poderia, mandamos duas na trave, chegamos uma com o Maurício em que roubamos a bola.

“Falando do aspecto tático, nenhum dos nossos zagueiros conseguia marcar ninguém, porque os meias andavam para trás e nossos zagueiros não marcavam ninguém.

“Fizemos a correção no intervalo, depois alguns jogadores ficaram mais cansados, normal no futebol brasileiro.”

O Palmeiras foi muito bem no primeiro tempo. Poderia ter feito mais gols. No final, teve de lutar para preservar a vitória. Fluminense cresceu tarde Cesar Greco/Palmeiras

O técnico explicou, de má vontade, porque escalou os titulares, já que no domingo, o Palmeiras decidirá a semifinal do Paulista, contra o São Paulo.

“Eu não penso com a cabeça dos outros. Eu penso naquilo que acho que é o melhor para o Palmeiras e não vou mudar.

“O nosso elenco é o mais jovem do futebol brasileiro, portanto tem energia suficiente.”

Os jogadores do Palmeiras têm uma cartilha de comportamento. Sabem que precisam seguir regras.

Se um deles fosse expulso, depois da partida, por discutir, questionar a arbitragem, seria multado.

Mas Abel Ferreira, não.

Ele tem liberdade para fazer o que quiser.

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, está ‘muito contente’ com o português.

E nem pensa em reclamar de sua 13ª expulsão.

Abel pode tudo no Palmeiras.

Seus dez títulos são sua maior defesa...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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