Cosme Rímoli Na CBF, há a certeza. Caboclo não voltará à presidência

Na CBF, há a certeza. Caboclo não voltará à presidência

O dirigente foi afastado por 30 dias da presidência. Para que o Comitê de Ética julgue a acusação de assédio sexual. Patrocinadores não o querem de volta

  • Cosme Rímoli | Do R7

Rogério Caboclo. Afastamento por 30 dias tem tudo para ser definitivo

Rogério Caboclo. Afastamento por 30 dias tem tudo para ser definitivo

CBF

São Paulo, Brasil

A CBF segue envergonhando o país.

O presidente Rogério Caboclo acaba de ser afastado do cargo. Pelo Comitê de Ética da entidade, que julga muito séria e extremamente relevantes as provas da acusação de assédios de Caboclo: moral e sexual.

O mais velho dos oito vices, coronel Antônio Nunes, assume o seu lugar.

Dirigentes da entidade e patrocinadores da CBF não enxergam a possibilidade moral de retorno de Caboclo.

E esperam até que ele renuncie definitivamente antes mesmo de o Comitê de Ética chegar a julgá-lo. Se considerar que houve mesmo o assédio, Caboclo perderá o cargo.

O afastamento já vale a partir de hoje.

E coloca por terra a decisão do presidente de trocar Tite por Renato Gaúcho, que chegou até o Palácio do Planalto.

Tite acabou sendo beneficiado com a queda do presidente.

Apesar de Caboclo ser o presidente, o estatuto da CBF prevê que ele pode ser afastado ou perder seu mandato, por decisão da própria diretoria.

O artigo 143 do estatuto é direto.

"Nos casos de urgência comprovada, a Diretoria da CBF poderá afastar, em caráter preventivo, qualquer pessoa física ou jurídica direta ou indiretamente vinculada à CBF que infrinja ou tolere que sejam infringidas as normas constantes deste Estatuto ou do Estatuto da FIFA ou da CONMEBOL, bem como as normas contidas na legislação desportiva e nos regulamentos da CBF."

A entidade que comanda o esporte mais popular do Brasil segue sua sina de proporcionar vexames.

Em 2012, Ricardo Teixeira, investigado pela Polícia Federal, por denúncias de corrupção, renunciou. José Maria Marin, que o sucedeu, foi preso e banido do futebol pela Fifa, acusado de corrupção, em 2012. 

Marco Polo del Nero, que ficou com o cargo de Marin, foi afastado em 2017 e depois banido, em 2018, acusado de corrupção.

Rogério Caboclo faz o futebol brasileiro ser manchete no mundo todo, de novo. Afastado do seu cargo, acusado de assediar uma funcionária. Submetê-la a vexames como tentar forçar a comer um biscoito canino, a chamando de 'cadela'. Perguntar se ela se masturbava. 

Além disso, a funcionária, a mando de Caboclo, esconderia garrafas de bebida alcoólica no prédio da CBF, para que bebesse durante o expediente sem ninguém perceber.

Ela tem gravações de áudio que são devastadores contra o presidente da CBF.

Patrocinadores não querem ter sua imagem misturada a um homem acusado publicamente, com provas, de assédio. Diretores escolhidos por Caboclo garantem que não há condições morais dele voltar a presidir a CBF.

A esmagadora maioria acredita que ele renunciará antes do julgamento da Comissão de Ética.

Se Caboclo deixar definitivamente seu cargo, por decisão própria ou não, haverá uma eleição entre os oito vices da CBF. Por estatuto, só um deles poderá ocupar o cargo e completar o mantado até 2023.

São eles: Antônio Carlos Nunes, Antônio Aquino, Ednaldo Rodrigues, Castelar Modesto Neto, Fernando Sarney, Francisco Noveletto, Marcus Vicente e Gustavo Feijó.

Há um acordo informal, extraoficial, de que se um vice assumir, não haverá devassa no mandato do ex-presidente.

O vexame de Caboclo acontece em um momento delicadíssimo. Ele trouxe a Copa América para o Brasil, em plena pandemia. Quando Colômbia e Argentina rejeitaram a competição.

Os jogadores e Tite não querem disputar a competição.

E enfrentaram Caboclo em uma reunião histórica, antes do jogo contra o Equador, pelas Eliminatórias.

São os vencedores com esse vexatório afastamento do dirigente.

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