Cosme Rímoli Mancini foi o arquiteto do fracasso. Será tudo ou nada no Paulista

Mancini foi o arquiteto do fracasso. Será tudo ou nada no Paulista

A diretoria está arrependida por ter acreditado no planejamento do treinador. Clube perdeu dinheiro, teve jogadores desmoralizados e tem a 'obrigação' de vencer o Paulista

  • Cosme Rímoli | Do R7

A diretoria acatou o planejamento de Mancini. E sente as consequências do fracasso

A diretoria acatou o planejamento de Mancini. E sente as consequências do fracasso

Agência Corinthians

São Paulo, Brasil

Vergonha, desgaste, exposição dos jogadores.

E enorme perspectiva financeira desperdiçada.

 O arrependimento é enorme na diretoria corintiana por ter aceitado o planejamento de Vagner Mancini para a Copa Sul-Americana.

A eliminação nas quatro primeiras partidas da fase de grupos. Há ainda duas para disputar, sem valer absolutamente nada.

O treinador, que havia chegado há sete meses, para salvar o clube do rebaixamento, teve todo o apoio do presidente Duílio Monteiro Alves. Ao expor que o elenco do clube era reduzido e limitado para disputar com possibilidade de conquista o Paulista e a competição internacional, o técnico alertou que o Estadual era mais 'factível'.

Por ser menos jogos, viagens curtas, adversários conhecidos. Equipes pequenas fracas. E a rivalidade igualando a diferença técnica com os clubes grandes.

Só que Duílio não imaginava que o time que Mancini reservou para a Sul-Americana seria tão lastimável. Empatando com o River Plate 'genérico', lanterna do Campeonato Paraguaio, perdendo para o Peñarol em Itaquera. Vencer o fraquíssimo Huancayo não compensou. Porque ontem veio a goleada para os uruguaios em Montevidéu. E 4 a 0 foi pouco

As consequências vieram fortes para Mancini.

Foi a terceira goleada que ele expôs o Corinthians em 44 partidas. A primeira, no Brasileiro, 5 a 1 para o Flamengo, em plena Itaquera, em outubro de 2020. A segunda, em janeiro, 4 a 0, para o rival Palmeiras. E novo 4 a 0, ontem.

"Foi um acidente de percurso", disse Mancini, tentando minimizar o que aconteceu. O que não é verdade. Porque três 'acidentes de percurso' em 44 jogos, não é aceitável para um clube tão importante quanto o Corinthians.

Gil e Jô, em péssima fase, foram mais expostos no time fraquíssimo montado por Mancini

Gil e Jô, em péssima fase, foram mais expostos no time fraquíssimo montado por Mancini

Agência Corinthians

O clube tem dívida de cerca de R$ 1 bilhão. No balanço de 2020 assumiu R$ 956 milhões negativos. A Sul-Americana oferecia prêmios excelentes, caso o clube se classificasse na fase de grupos. Oitavas de final: US$ 500 mil, R$ 3,2 milhões; semifinal, US$ 800 mil, R$ 5,1 milhões. E mais dois milhões de dólares, R$ 12,8 milhões pelo título. O vice ficará com 800 mil dólares, cerca de R$ 5,1 milhão.

Se fosse campeão, o Corinthians acumularia R$ 31 milhões.

Fora isso, Mancini conseguiu desgastar, expor os jogadores que não conseguem render. Ao juntar Jô, Gil, Xavier, Bruno Mendez, Xavier, Roni, Fábio Santos o treinador montou uma equipe fraquíssima. O vexame da trajetória na Sul-Americana força a diretoria a estudar dispensas após o Paulista.

A responsabilidade sobre Mancini e seu 'time principal' cresceu de maneira assutadora no Estadual. O treinador sabe que, qualquer resultado que não seja a conquista do torneio, pode custar o seu emprego. E dispensas para o Brasileiro.

As organizadas, que têm grande influência na diretoria, prometem protestar.

Cobrar Mancini, Duílio e os jogadores.

O clima depois do vexame de ontem é péssimo.

E o treinador, que já foi jogador e dirigente, sabe.

Peñarol já havia vencido, com facilidade, em plena Itaquera. Torneio desperdiçado

Peñarol já havia vencido, com facilidade, em plena Itaquera. Torneio desperdiçado

Reprodução/Fox Sports

O terceiro acidente de percurso colocou seu cargo em risco.

Ao não querer mesclar os times.

Apostar só em um torneio, ele se colocou sob a alça de mira.

Desviou o foco de um elenco ruim, limitado.

Não há saída.

O Paulista será 'tudo ou nada' para Mancini...

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