Seleção brasileira

Cosme Rímoli Jorge Jesus no Brasil. Seu nome é muito bem cotado na CBF. Tem chances reais de substituir Tite

Jorge Jesus no Brasil. Seu nome é muito bem cotado na CBF. Tem chances reais de substituir Tite

Jesus voltou ao Rio 'para férias'. O técnico que fez história em 2019, disse não ao Corinthians, Atlético Mineiro e ao retorno ao Flamengo. Tem defensores importantes na CBF. É um dos nomes estudados para o lugar de Tite

  • Cosme Rímoli | Do R7

Jorge Jesus tem defensores importantes na CBF. Além de atiçar dirigentes de clubes brasileiros

Jorge Jesus tem defensores importantes na CBF. Além de atiçar dirigentes de clubes brasileiros

Alexandre Vidal/Flamengo

São Paulo, Brasil

Ele recusou o Corinthians, o Atlético Mineiro.

E o retorno ao Flamengo.

Foi o responsável pela vinda de treinadores estrangeiros ao Brasil, pelas conquistas e pelo futebol intenso, empolgante que o Rubro-Negro mostrou em 2019.

Abandonou um projeto vencedor na Gávea para voltar ao 'seu' Benfica.

O retorno foi frustrante.

Acabou demitido sem título algum.

Banido pelos torcedores.

Desde o dia 28 de dezembro, ele está em férias.

Acompanhará o "Desfile das Campeãs do Carnaval Carioca".

Garantiu que retornará ao trabalho apenas em junho.

Espera ser convidado para começar um novo trabalho na Europa, desde a pré-temporada.

Só que ele sabe muito bem o quanto ainda é cultuado no Brasil.

E Jorge Jesus desembarcou hoje no Rio de Janeiro.

Viagem programada para passar dez dias descansando, garante.

Mas aos 67 anos, Jorge Jesus é muito vivido.

Livre, ele vem ao país no qual ganhou a Libertadores, Brasileiro, Recopa Sul-Americana e dois Campeonatos Cariocas. Em um ano e dois meses. Não é por acaso que é considerado um dos maiores treinadores a pisar na Gávea.

Jesus tem inúmeros admiradores no futebol brasileiro.

Além de dirigentes de clubes, seu nome é muito forte na CBF.

O presidente Ednaldo Rodrigues quer um técnico sem contestação, após a Copa do Catar.

Tite não ficará, vencendo ou perdendo.

É uma decisão 'conjunta'.

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CBF

O técnico está muito desgastado.

E o novo presidente da CBF quer uma mudança profunda no futebol da entidade.

A ponto de pensar, a sério, em parar com a xenofobia.

E oferecer o cargo a um técnico estrangeiro.

Se sofre contestação em Portugal, no Brasil Jorge Jesus é unanimidade.

Até nos bastidores da CBF.

"Hoje sou turista, não sou treinador. Durante dez dias, sou turista", garantiu Jorge Jesus, ao desembarcar no Rio de Janeiro. 

Ele tem negociações iniciadas com o Fenerbahce, da Turquia.

Mas não estão concluídas.

Em novembro de 2020, Jesus foi perguntado se aceitaria treinar o Brasil.

A resposta foi emblemática.

"Qualquer treinador do mundo gostaria de treinar a seleção."

Em um ano e dois meses no comando do Flamengo, Jesus aprendeu muito bem como lidar com o complicado futebol deste país.

Além disso, é óbvio: ele fala português.

O que é excelente, diante de alguns dirigentes monoglotas da CBF.

Jesus está no Rio de Janeiro 'a passeio'.

Há muitos dirigentes de clubes assanhados com sua presença.

Mas na CBF também há pessoas importantes empolgadas.

E pensativas.

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