Cosme Rímoli Gobbi e Duílio não querem Mancini. Corinthians acuado

Gobbi e Duílio não querem Mancini. Corinthians acuado

Goleada para o Flamengo e derrota de ontem para o América isolaram ainda mais Mancini. Ele promete uma revolução no time. Sábado, o Internacional

  • Cosme Rímoli | Do R7

Mancini sabe: sua sobrevivência está em jogo. Com elenco limitado e sem confiança

Mancini sabe: sua sobrevivência está em jogo. Com elenco limitado e sem confiança

Corinthians

São Paulo, Brasil

"É a grande chance da minha carreira.

"O Corinthians vai voltar a ser Corinthians."

Frases de efeito que Vagner Mancini usou ao assumir o clube, virando as costas ao contrato que tinha com o Atlético Goianiense.

16 dias se passaram da sua apresentação e o resultado segue frustrante.

O elenco limitado, fraco, sem competitividade, montado por Andrés Sanchez, não consegue reagir. A dívida gigantesca com o estádio seguiu firme, impedindo contratações importantes.

Jogadores sem talento extremamente cobrados não costumam dar bom resultado.

É o que está acontecendo.

Nas suas mãos, o clube vive uma montanha russa .

Vitória injusta, diante do Athletico Paranaense, por 1 a 0; depois o choque de realidade, derrota por 5 a 1 para o Flamengo; vitória, outra vez injusta, contra o Vasco, por 2 a 1; e derrota ontem contra o América Mineiro, por 1 a 0, em Itaquera, no primeiro jogo das oitavas da Copa do Brasil.

A revolução, empolgação, com a chegada de um novo treinador acabou.

Os principais candidatos na eleição para a presidência, marcada para menos de um mês, dia 28 de novembro, Mario Gobbi, da oposição, e Duílio Monteiro Alves, da situação, não querem a sequência de Mancini.

Seus grupos políticos analisam nomes consagrados, vividos, como Dunga e até técnicos estrangeiros. O espanhol Miguel Ángel Ramírez, que acabou de recusar o Palmeiras, é levado em consideração.

E Mancini sabe disso.

Pior momento do Corinthians na sua arena. Em dez jogos, só duas vitórias

Pior momento do Corinthians na sua arena. Em dez jogos, só duas vitórias

América

Ele trabalha como um desesperado para tentar reverter essa situação. Ele mudou radicalmente o trabalho físico dos atletas, percebeu a drástica queda dos jogadores no segundo tempo.

Mas sabe que o problema é dificílimo. Além da falta de talento, os jogadores estão sem confiança, massacrados por cobranças, críticas e até ameaças de organizadas aos seus familiares.

Mancini só vê um caminho para que ele sobreviva ao novo presidente do Corinthians, seja Gobbi ou Duílio.

E é uma estratégia perigosa.

Ameaçar uma troca radical no time titular.

"O Corinthians precisa melhorar rapidamente em alguns quesitos, e eu vou em busca das soluções.

"Seja de forma agradável ou não, não vou ficar assistindo passivamente uma equipe que não dá um chute no gol", desabafou ontem, após a derrota para o América, de Lisca Doido.

"Vi jogadores sem confiança para jogar e não vi uma pessoa no estádio. Não estou entendendo a relação desta falta de confiança sem cobrança na arquibancada (...)

"A bola não pode queimar no pé do jogador sendo que não temos ninguém no estádio, se tivesse 50 mil pessoas gritando e pressionando eu até entenderia.

"Essa mudança de postura que tem de acontecer e vai acontecer", garante.

Mancini promete mexer na estrutura do time.

E em tempo recorde.

Porque já no sábado, o Corinthians terá uma visita que promete ser muito pior do que a do América Mineiro.

A do líder do Brasileiro, o Internacional.

O argentino Coudet até poupou jogadores importantes ontem, diante do Atlético Goianiense, para a partida de sábado na arena corintiana.

O treinador do time gaúcho considera a vitória fundamental, quer acabar o primeiro turno na primeira colocação.

Até haverá uma premiação acima do normal para os jogadores do Inter vencerem o Corinthians.

Das dez últimas partidas na Neoquímica Arena, o Corinthians só venceu duas. É a pior sequência desde que o estádio foi construído.

Diante desse quadro, de tanta pressão, Andrés tenta adiantar as negociações com o Monaco, para o empréstimo do zagueiro Jemerson.

Andrés quer fechar a vinda de Jemerson. Até para desviar o foco das derrotas

Andrés quer fechar a vinda de Jemerson. Até para desviar o foco das derrotas

Monaco

O jogador perdeu espaço depois de forte discussão com o técnico croata/alemão Niko Kovac. Tanto que fez apenas uma partida em 2020, no dia 28 de janeiro, contra o Saint-Étienne, pela Taça da França. 

A dificuldade está no alto salário exigido pelo jogador, que tem contrato com o Monaco até junho de 2021.

Como sempre acontece no Corinthians, desde Alberto Dualib, depois de derrotas marcantes, o clube costuma contratar. Para desviar o foco.

Essa pode ser a sorte de Mancini.

Ele tem um mês para se salvar.

Mostrar que pode comandar o Corinthians.

Gobbi e Duílio duvidam...

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