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‘Faltou pilha’, admite Abel Ferreira. Sem vibração, apático, o Palmeiras anulou Neymar, mas perdeu, tirou o Santos da zona do rebaixamento e entregou, de bandeja, a liderança do Brasileiro ao Flamengo

Nem os desfalques, convocados para a data Fifa, explicam a falta de iniciativa, de luta palmeirense. Passivo, o time aceitou a pressão santista durante todo o jogo. Até que Rollheiser marcou aos 44min do 2º tempo

Cosme Rímoli|Do R7

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Rollheiser recebeu de Robinho Júnior. Gol salvador, e merecido, do Santos. Adeus liderança do Palmeiras. E Santos fora da zona do rebaixamento Raul Baretta/Divulgação Santos – 15.11.2025

“Temos muita coisa para levar desse jogo. É aprender. A gente sabe do nosso foco e empenho. Para poder chegar lá na frente, a gente tem que batalhar.”


O goleiro Carlos Miguel foi direto no ponto.

O Palmeiras fez tudo, menos lutar, com ambição, para vencer.


Estava em jogo a liderança do Brasileiro.

Nem parecia que o Palmeiras lutava para ser campeão do Brasil.


Os oito desfalques não explicam a falta de entrega.

Foi imperdoável a submissão diante de uma equipe mais fraca.


O Santos fez um pacto com a torcida, a direção prometeu um “prêmio-salvação” e, para fugir do rebaixamento, Vojvoda montou esquema ofensivo, para sufocar a saída de bola palmeirense.

Todas as explicações racionais.

Mas o time da Abel Ferreira não teve o básico: personalidade.

Os atletas aceitaram a pressão, o caldeirão que se transformou a Vila Belmiro. Perdiam as divididas, não guerreavam. Souberam só anular Neymar, que não é nem sombra do jogador que já foi um dia.

Mas acabou sendo pouco demais.

O Palmeiras permitiu ao Santos 16 finalizações. Só deu oito tentativas de gols. A metade.

O clube tinha a obrigação de vencer, já que o Flamengo havia feito a sua missão. Goleou o Sport por 5 a 1, em Recife. E passou a pressão aos palmeirenses, de precisarem vencer.

Mas, durante todo o confronto de ontem à noite, o Santos foi amplamente superior. E venceu, com o gol de Rollheiser, aos 44 minutos do segundo tempo, com passe de Robinho Júnior.

O gol fez justiça ao jogo.

Abel Ferreira perdeu o duelo para Vojvoda. Palmeiras caiu diante do Mirassol e Santos na reta final do Brasileiro Cesar Greco/Palmeiras

Deu sobrevida ao time de Neymar na esperança de não ser rebaixado de novo.

E mostrou o perfil assustador do Palmeiras nesta reta final do Brasileiro.

Acumulando duas derrotas, com postura lastimável, submisso ao adversário. Com os titulares, contra o Mirassol. E, ontem, com os reservas, diante do pressionado Santos.

O discurso de Abel Ferreira não foi nada convincente.

“Não viemos à procura do empate, viemos para ganhar. Mas, no primeiro tempo, o Santos criou mais perigo, teve uma chance em uma perda de bola nossa. Em termos de passe, nosso meio-campo não funcionou como queríamos. A porcentagem que conseguimos ligar jogo foi 50% de acerto e 50% de erro”, avaliou.

“Na primeira parte, o Santos foi melhor. Na segunda, fizemos os ajustes que tínhamos que fazer. [...] O Santos fez gol no final, mas lembro de uma bola de saída com Luighi, outra com Flaco sozinho e a bola foi fora, uma do Mauricio que leva um empurrão e não consegue acertar na bola”, avisou.

Carlos Miguel foi muito mais direto que Abel. "O Palmeiras tem de lutar' Cesar Greco/Palmeiras

“Foi muito melhor a segunda parte e depois nos faltou pilhas ao nosso número 5 e ao nosso número 8 e faltou opções para refrescar esses jogadores. Veiga e Aníbal tiveram que jogar até o fim”, diagnosticou Abel, que falava sem a menor convicção.

Sabia que seu time não fez frente ao Santos.

Colocar a culpa no cansaço de Veiga e Aníbal foi muito fácil.

O problema foi a equipe como um todo.

Vojvoda acabou sendo muito mais sincero.

Direto.

Em uma frase resumiu o clássico.

O Santos lutou por cada bola.

O Palmeiras, não.

“Um dos pontos-chave foi manter o equilíbrio, nossa concentração, mesmo que o Palmeiras tenha alguns desfalques, mas time que está lutando acima, que está acostumado a competir até o final, que converte gols e ganha partidas ao final. [...] É um dos pontos-chave foi manter o equilíbrio e o foco na partida, lutar a cada bola”, disse o treinador argentino.

O Flamengo teve 12 desfalques, mesmo assim, trucidou o Sport, em Recife.

O Palmeiras, oito.

Há algo muito errado nesta reta final na Água Branca...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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