Expulsão infantil de Mayke. E Palmeiras perde para o lanterna

O time de Abel Ferreira superava os 21 desfalques, até que Mayke fez falta violentíssima e desnecessária. Com dez, o time desabou diante do Goiás

Expulsão violenta e infantil de Mayke. Palmeiras, improvisado, com dez em campo

Expulsão violenta e infantil de Mayke. Palmeiras, improvisado, com dez em campo

Reprodução/Twitter

São Paulo, Brasil

36 minutos do primeiro tempo.

O Palmeiras se impunha em Goiânia.

Masmo com 21 desfalques, dominava a partida contra o Goiás.

Precisava dos três pontos para entrar no G4.

Enfrentava o lanterna do Brasileiro.

Abel Ferreira havia montado a equipe com três zagueiros, quatro meio-campista, três atacantes diante do ortodoxo 4-4-2 do interino Augusto César.

Superava até mesmo o trauma de perder, outra vez, Luiz Adriano por contusão, aos 24 minutos.

Mas não ao lance dos 36 minutos.

De maneira absurda, inexplicável, desnecessária, Mayke, lateral direito, improvisado na esquerda, deu uma entrada violentíssima em Taylon, lateral direto do Goiás. 

O palmeirense entrou com a sola do pé direito, pisando no pé direito, dobrando o o pé de Taylon. O VAR chamou o árbitro Bruno Arleu de Araujo e ele viu a violência gratuita. E mostrou o cartão vermelho.

Lance infantil de um jogador de 28 anos.

A partir daí, o Palmeiras com um a menos, se recolheu.

Abel Ferreira tirou Lucas Lima e colocou o lateral esquerdo Esteves, para recompor a defesa.

O Palmeiras perdeu o meio-campo.

E o jogo.

Graças ao lindo gol de Miguel Figueira, aos 47 minutos do segundo tempo.

1 a 0 para o Goiás.

"Fomos infelizes por todas as incidências. Não merecíamos ser penalizados. É futebol. Temos que aceitar e seguir em frente. Não tenho nada a dizer aos meus jogadores: procuraram fazer o melhor diante de todas as contrariedades. Fomos penalizados pelas circunstâncias", dizia o português Abel Ferreira sobre a sua primeira derrota no comando do Palmeiras.

Luiz Adriano saiu contundido, de maca. Preocupação para quarta, pela Libertadores

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Palmeiras

O clube acabou estagnado na quinta colocação, com 34 pontos, a cinco do líder Flamengo, com 39 pontos.

Quarta-feira, o time enfrenta o Delfín, no Equador.

"O adversário não criou uma oportunidade fora o gol que fez. Foi um grande gol. Tivemos nossas oportunidades. Sinceramente, foi um resultado penalizador para nós. Não íamos ganhar sempre, um dia isso ia acontecer", dizia, frustrado, pela derrota.

Inúmeros torcedores nas redes socias criticaram Patrick de Paula, como se ele fosse o culpado pela derrota.

Por não ter finalizado dentro da área do Goiás, tentado dar um drible a mais, aos 46 minutos e ter dado espaço para o chute de Miguel Figueira.

Ele errou, sim.

Mas o responsável por essa derrota foi Mayke.

Um jogo que, mesmo com tantos desfalques, o Palmeiras tinha a obrigação de vencer. 

Mas qualquer partida com um atleta a menos, no futebol moderno, fica difícil de mais vencer, por conta do preenchimento dos espaços.

Foram três pontos preciosos desperdiçados.

Contra o último colocado do Brasileiro.

Abel Ferreira sabe quem cobrar...