Estudiantes 19 arremates a gol. Flamengo, defensivo, lento? Cinco. Paquetá escapa de expulsão.‘Foi o juiz que não no deixou jogar’, tentou justificar Jardim
Flamengo jogou encolhido, travou a partida e segurou o 0 a 0 contra o Estudiantes, na primeira partida da semifinal da Libertadores. O resultado foi bom. O desempenho? Péssimo, frustrante. Paquetá correu o risco de expulsão, em dividida. ‘Não atacamos como pretendíamos’, disse Leonardo Jardim. Agora basta uma vitória, no Maracanã, na próxima quinta-feira, para o clube chegar à final da Libertadores

São Paulo, Brasil
“Com certeza não chutamos ou atacamos como pretendíamos, também por mérito do Estudiantes. Como falei, muitas vezes fomos anulados com duelos e faltas, e isso matou o jogo. O árbitro foi dar um amarelo só no segundo tempo.
“Foi difícil jogar. Mas já sabíamos porque já jogamos aqui na fase de grupos. Foi uma luta muito grande, poucas situações de gol dos dois lados, porque é difícil jogar.”
Estas as desculpas de Leonardo Jardim, diante das cobranças dos repórteres, após uma das piores atuações do Flamengo em 2026, ontem, na primeira partida da semifinal da Libertadores, contra o Estudiantes.
Foi muito frustrante o desempenho do Flamengo.
Contra o Estudiantes, adversário muito mais fraco, o time de Leonardo Jardim se postou na defesa. Não buscou nem os contragolpes em velocidade, como era o mínimo que se esperava.
Se limitou a travar o jogo, segurar o 0 a 0, na Argentina.
No lado pragmático, um bom resultado.
Basta vencer o próximo jogo, no Maracanã, na próxima quinta-feira, e o time carioca é finalista da Libertadores.
Mas a lentidão, a falta de ambição do Flamengo foram gritantes. Jardim colocou o time em um 4-5-1, com apenas Bruno Henrique mais à frente. Samuel Lino tratou de ajudar na intermediária.
Emerson Royal e Alex Sandro, que deveriam ser o desafogo nas laterais, ficaram presos, marcando.
O Flamengo preenchia a sua intermediária, se limitando a marcar.
O esforçado, competitivo e limitado Estudiantes, apelava para a sua vontade, preparo físico exemplar. Mas era nítido que seus jogadores não têm talento. Apenas força física e gana.
Mas foi assim que eliminou, por exemplo, o Corinthians.
O Estudiantes apelava para cruzamentos e chutes de fora da área.
A torcida empurrava, o técnico Alexander Medina adiantou seu time, marcando a saída de bola do Flamengo, evitando o toque de bola carioca.
Mas, por falta de talento, não criava chances reais de gol.
A partida foi extremamente monótona.
Com o Flamengo se contentando com o 0 a 0, sem sua ambição tradicional.
Tudo poderia ficar ainda pior.
Pela irresponsabilidade de Paquetá.
O vivido meio-campista, irritado, deu uma ombrada e fez o movimento de cotovelada em direção a Piovi.
Mas foi protegido pela falta de pulso do árbitro paraguaio, Juan Benitez, que entrou em campo, nitidamente, para não expulsar ninguém.
Ou seja, Leonardo Jardim pode reclamar de tudo, menos da arbitragem.
Vivido que é, o treinador português reclamou da ausência de Jorginho, cumprindo suspensão, e de Arrascaeta, afastado por operação no pulso.
“Acho que nossa força é o nosso coletivo. Jorginho é um jogador muito importante para nós, Arrascaeta também, não é necessário falar a importância que tem para nós.
“Eu vi, no planejamento deste jogo, os 11 que jogaram aqui, neste estádio, contra este adversário (na fase de grupos), há quatro ou cinco meses. Jogaram Evertton (Araújo) e Jorginho no meio-campo, a zaga com Vitão e Danilo, e na frente o Paquetá também não jogou.
“Estamos falando de cinco ou seis jogadores que mudaram, e o resultado foi o mesmo. Isso quer dizer que temos elenco, temos jogadores para arrematar as situações e as oportunidades do futebol.
“A gente não pode lamentar os que não estão. Temos que rentabilizar e apoiar aqueles que estão disponíveis para lutar pela camisa do Flamengo.”
Os jogadores sabiam que a partida do time foi ruim.
Mas se rendiam ao bom resultado, o empate.
“O objetivo principal era vir aqui e tentar vencer. Óbvio que se não conseguirmos vencer, falamos como grupo que tínhamos vantagem de levar a decisão para o Maracanã, e se não conseguir vencer, era não perder.
“Sair com gol atrás aqui seria difícil. Mesmo sem ser ofensivo como se espera, com luta e raça conseguimos equilibrar o jogo. Foi um grande jogo”, exagerava Rossi.
O Estudiantes conseguiu 19 arremates.
O Flamengo cinco, sequer acertou o gol de Muslera.
O desempenho fraquíssimo.
O resultado, sim.
Muito bom para o time de Leonardo Jardim...















