Endrick readquire, no Lyon, o que havia perdido no Real Madrid: confiança. E a fé que ainda pode ir para a Copa. ‘É só o começo’, avisa
Não foram os quatro gols em três jogos, com direito a hat-trick, ontem. O atacante de 19 anos mostra postura mais vibrante, mais participativa, sem medo de errar, como tinha no Palmeiras
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A vida de Endrick segue intensa.
Aos 19 anos acumula experiência atrás de experiência.
De ‘fenômeno’ na base do Palmeiras.
A confirmação na equipe principal.
À compra pelo Real Madrid por cerca de R$ 400 milhões, depois de leilão com o PSG.
A chegada midiática, divulgada pelo mundo.
O início fabuloso na Seleção Brasileira.
À decepção pela reserva no clube espanhol.
O esquecimento nas convocações para a formação do time que irá para a Copa do Mundo, que está sendo montado aos poucos, por Carlo Ancelotti, o italiano que incentivou o presidente Florentino Pérez a comprá-lo do Palmeiras.
O desprezo de Xabi Alonso.
A triste certeza que sairia do Real Madrid emprestado.
Na vida pessoal, acompanhar a separação dos pais.
A força para casar aos 18 anos, como não queria sua mãe, por considerá-lo jovem demais.
A escolha pelo Lyon, com o pedido que não houvesse opção de compra, por querer vencer no Real Madrid.
De considerado fora do páreo, na luta por uma vaga no Mundial dos Estados Unidos, à euforia da mídia, depois de três partidas, quatro gols e uma assistência no Lyon.
Lógico que é precoce a festa dos jornalistas europeus ao brasileiro. Três partidas não são suficientes nem para dar um diagnóstico definitivo para Messi.
Endrick se aproveita de dois fenômenos.
O primeiro é a indefinição dos atacantes definidores da Seleção Brasileira.
Ancelotti já convocou nada menos do que 14 atacantes, desde que assumiu a Seleção.
Antony, Estêvão, Martinelli, Igor Jesus, João Pedro, Kaio Jorge, Luiz Henrique, Matheus Cunha, Raphinha, Samuel Lino, Vinicius Júnior e Vitor Roque.
Ou seja, ele sabe que a disputa será fortíssima.
Mas Endrick é o tipo de jogador que rende quando sente que está cercado de confiança.
Como agia Abel Ferreira e seus companheiros no Palmeiras.
O mesmo acontece no Lyon, com Paulo Fonseca, e seus novos parceiros de time.
Este é o segundo fator que o favorece está na ausência de grandes ídolos no Campeonato Francês.
Ele pode ocupar essa lacuna.
Não é segredo para ninguém que o futebol de clubes na França é mais fraco que o Espanhol, Inglês, Alemão e Italiano.
O dinheiro do Catar faz o PSG estar acima dos rivais. Olympique e Lyon têm muitos recursos financeiros, mas não se igualam ao do PSG.
O início fulminante de Endrick fez com que a mídia francesa pressionasse e a cúpula do Lyon tenta prorrogar o empréstimo do brasileiro para junho de 2027.
Só que será uma tentativa que tem tudo para ser inglória.
A começar pela vontade do jogador.
Ele quer voltar e ‘vencer’ no Real Madrid.
Por mais que faça gols e seja cultuado na França.
Ainda mais hoje, 24 horas, depois de ter marcado três gols contra o Metz.
“Estou muito feliz. É meu primeiro hat-trick e vou me lembrar disso para o resto da vida. O time jogou uma partida fantástica. Obrigado aos meus companheiros e ao treinador”, disse o atacante.
Sem ilusões, sua meta é usar o Lyon como trampolim. Para a Seleção e para o próprio Real Madrid.
Ancelotti conhece muito bem o futebol europeu.
Ele não confirmará nem sob tortura.
Mas sabe como é menor o nível técnico do futebol da França.
E o quanto está vivido para não se deixar contaminar pela euforia inicial dos jornalistas europeus pelos gols do brasileiro.
Ele quer analisá-lo com muito mais cuidado.
Contra equipes da Liga Europa, já que o Lyon não conseguiu se classificar para a Champions.
Óbvio também que não há como o italiano não sofrer a influência da mídia em relação ao atacante.
Mas se há uma grande característica na sua personalidade como treinador é não se deixar levar pela empolgação. Muito pelo contrário. Ele chega a ser frio, calculista.
Se Endrick seguir se impondo a chance que volte ao radar, a chance que seja testado antes do Mundial, é grande.
O importante é que o jogador deixou para trás a desilusão, a tristeza de ter se transformado em reserva dos reservas no Real Madrid.
Ele não está aprendendo nada tecnicamente, que já não soubesse.
Mas recuperando o que havia perdido no Real Madrid.
A confiança de estufar o peito, partir com a bola dominada para cima dos zagueiros, se deslocar em velocidade e exigir a bola, arriscar tabelas difíceis. Mostrar sangue frio na hora de definir.
É isso que o mundo do futebol espera de Endrick.
Principalmente a Seleção Brasileira.
Se, aos 19 anos, ele tem a força psicológica para se manter no auge no Lyon, só o tempo vai mostrar.
Em uma vida tão intensa, pode até subverter a lógica.
E mostrar a força que pode ter três meses.
Será nos próximos 90 dias que Ancelotti escolherá os jogadores que representarão o país na Copa.
A frase mais importante que Endrick falou, depois dos gols contra o Metz, foi significativa.
“É só o começo...”
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