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Endrick perdeu a ingenuidade. Conversa firme com Paulo Fonseca o convenceu. O Lyon será o palco perfeito para sua confirmação de ótimo jogador à Europa. Nada da frieza de Xabi Alonso, no Real Madrid, que o tratava como ‘jogador do presidente’

O jogador de 19 anos chegou na França entusiasmado. Mas não ingênuo como foi o desembarque na Espanha. Teve uma conversa sincera com o treinador. Não é atleta que só o presidente queria, como aconteceu com Florentino Pérez no Real Madrid

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Endrick, jovem talento de 19 anos, passou um ano e meio frustrante no Real Madrid, onde suas oportunidades foram limitadas sob o comando de Xabi Alonso.
  • Após uma conversa franca com o treinador Paulo Fonseca, Endrick foi emprestado ao Lyon, onde terá mais chances de jogar e se desenvolver.
  • Com a mudança, ele busca recuperar sua confiança e potencial, afastando-se do pesadelo vivido na Espanha.
  • O novato está motivado para mostrar seu valor no futebol europeu, visando uma possível volta ao Real Madrid ou transferência para outro grande clube.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Endrick está entusiasmado. Mas realista. Não ingênuo como chegou ao Real Madrid Divulgação/Lyon

Acabou a ingenuidade de Endrick.

Passou um ano e meio de desilusão no Real Madrid.


A negociação entre Palmeiras e Real Madrid envolveu R$ 380 milhões.

Foi contratado a peso de ouro.


O presidente Florentino Pérez venceu a concorrência com o PSG, Manchester City e Barcelona, clube que o jovem atleta disse desejar jogar quando era menino.

Endrick, ao contrário de Vinicius Júnior e Rodrygo, não foi direto para o Real Castilla, time de garotos que o Real Madrid mantém na Segunda Divisão Espanhola.


Não.

Por ordem de Pérez, foi incorporado ao time principal. Ele teria muito mais chances se o treinador fosse Carlo Ancelotti. Mas acontece que o italiano foi dispensado para a chegada de Xabi Alonso.


O ídolo do Real não viu o mesmo potencial que Ancelotti em Endrick. E o brasileiro se tornou uma das últimas opções para o ataque.

Situação que só trouxe angústia e ansiedade para o atacante de 18 anos. Foi mal com a camisa do Real e da Seleção.

Lógico se viu descartado tanto na Espanha como na CBF.

O sonho virou pesadelo.

Sua família se desmanchou.

O pai separou da mãe, para complicar ainda mais sua vida.

Em uma reunião entre Pérez e Alonso ficou decidido o empréstimo de Endrick.

Por seis meses, sem preço fixado.

Diante de vários interessados, Roma, Arsenal, Bétis, veio a certeza no Lyon que Endrick terá uma sequência de partidas garantidas. A certeza veio de um acordo entre as direções, com o aval do português Paulo Fonseca.

O treinador fez questão de ter uma longa conversa com Endrick. Mais maduro com a falta de oportunidades com Alonso, o brasileiro só aceitou ir para o futebol francês depois da confirmação do treinador de o quanto ele será importante para o Lyon.

Endrick era tratado como 'jogador do presidente', na Espanha. A aposta de sua contratação foi de Florentino Pérez Divulgação/Real Madrid

Em vez da frieza de Alonso, Endrick teve de novo a empolgação de um treinador por poder escalá-lo.

No Palmeiras isso nunca foi segredo.

Ele rende muito mais com apoio, do que críticas frias.

Além de Paulo Fonseca, Lucas Paquetá também conversou muito com Endrick. Insistiu que é convocado constantemente pela Seleção defendendo o Lyon.

O meio-campista resume o clube francês como um dos gigantes da Europa. E excelente palco para voltar ao Real Madrid ou ser vendido a outro time do Velho Continente.

Endrick está empolgado, como há muito tempo não ficava.

Mas desta vez se mostra mais vivido, sem ilusão de idolatria fácil.

O que sofreu na Espanha valeu para amadurecer.

O Real Madrid paga 50% dos seus salários e o clube francês a outra metade.

Endrick quer mostrar seu potencial.

Está treinando forte.

Tem o sonho de voltar a ser valorizado na Europa.

O sonho, a obsessão pelo Real Madrid morreram.

Pela postura gélida de Xabi Alonso.

Se surgir outro gigante europeu, Endrick não titubeará.

Mas antes quer fazer de tudo no Lyon para mostrar que não desaprendeu.

E ainda merece a admiração dos torcedores no mundo.

Além de ter como meta jogar a Copa dos Estados Unidos.

Perdeu muito tempo, é verdade.

Mas terá seis meses, que prometem ser intensos, para recuperar sua credibilidade.

E, quem sabe, a camisa 9 da Seleção Brasileira.

Ela ainda não tem dono.

A estreia de Endrick pelo Lyon tem data.

Dia 3, fora de casa, contra o Monaco...

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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