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Crespo não se demite. Luiz Gustavo cobra diretoria. Presidente desaparece. São Paulo passa a maior vergonha nos últimos 24 anos. É humilhado pelo Fluminense. Pesada vingança de Zubeldía. Derrota por 6 a 0

Foi constrangedora e histórica a derrota do São Paulo, ontem, no Maracanã. O time de Crespo foi massacrado pelo de Zubeldía, que se vingou da demissão. 6 a 0 foi pouco para o Fluminense. “A torcida não merecia isso”, disse Crespo, como se não fosse ele o responsável pelo futebol do time paulista

Cosme Rímoli|Do R7

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O São Paulo foi humilhado no Maracanã. 6 a 0 foi até pouco, diante da apatia do time de Crespo Divulgação/Fluminense

Foi uma dos maiores vexames da história do São Paulo.

O clube tricampeão mundial foi humilhado pelo Fluminense.

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Perdeu por 6 a 0.

No comando do clube carioca, o técnico que a diretoria do clube paulista mandou embora no dia 16 de junho. Há pouco mais de cinco meses.

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O argentino se vingou de maneira cruel.

Tratou o São Paulo como time pequeno e mandou seus jogadores não diminuírem o ritmo, para evitar a vergonha dos derrotados, pelo contrário. Era para marcar quantos gols pudessem. Para fazer o time adversário sair envergonhado. Conseguiu. E com vaga garantida para a Libertadores.

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“Os torcedores puderam ver um bom espetáculo”, ironizou Zubeldía, diante do massacre do time dos seus ex-patrões.

Aliás, o presidente Julio Casares e o diretor de futebol, Carlos Belmonte, responsáveis pelo elenco atual e pelo técnico Crespo, desapareceram.

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Não apareceram para dar explicações pelo vexame. Por um bom motivo. Não estavam no Rio de Janeiro. Ficaram em São Paulo para resolver problemas políticos do clube, enquanto o time era humilhado.

O veterano Luiz Gustavo foi cirúrgico. Atingiu em cheio os dirigentes do São Paulo.

“Está na hora de o São Paulo começar a colocar as caras. Quem precisa colocar, assumir responsabilidade, todo mundo tem responsabilidade, assumir de cima para baixo para que esse time volte a ser grande no futebol.”

As palavras do veterano repercutiram. Conselheiros começaram a madrugada cobrando forte Casares. Querendo a demissão de Crespo ou Belmonte.

O técnico argentino avisou que não se demitiria. E esperaria janeiro. Quando chegaria ‘o dinheiro’.

“A diretoria falou para mim desde que cheguei que não tinha dinheiro, que não iam contratar e que tínhamos que nos salvar.

“Estamos planejando o futuro, mas tenho que ver claro o que podemos fazer, as ideias eu tenho claras, estou confiando no que eles falaram, que até dezembro não teria dinheiro e que de repente em janeiro as coisas podem melhorar.”

Julio Casares 'desapareceu'. Não foi ao Rio para apoiar o time contra o Fluminense. Nem para mostrar seu apoio a Crespo Rubens Chiri/São Paulo

E Crespo foi além. Até brincou com a possibilidade de ser demitido.

“Quando a diretoria achar que eu não posso ajudar, vou sair ou vou ser demitido pela segunda vez do São Paulo(risos).

“Como jogador, eu fui assim, tentei ganhar em todos os lados e como técnico fui assim também.

“Fui um dos poucos que ganhou em três continentes diferentes, então posso ser parte da solução. Neste momento, a ideia é reconstruir.

“Estou falando há muitas coletivas sobre a necessidade de mudanças, pois seria fácil só falar depois de uma goleada dessa, mas a realidade do São Paulo atual é essa, precisa melhorar.”

Sobre a goleada, Crespo foi superficial. De propósito. Não quis expor seus jogadores, muito abaixo do elenco do Fluminense.

“Não merecíamos passar por isso, a torcida não merecia. Não podemos jogar, encontramos um time que teve um pênalti, fez um gol na primeira chegada e a gente não podia fazer nada.

“Eles jogaram bem e aconteceu o que aconteceu, foi a tempestade perfeita. Agora o que vai acontecer, um resultado como o de hoje pode acelerar as coisas, o planejamento para o ano que vem, temos muitas coisas a melhorar, já elencamos.”

O São Paulo segue com graves problemas administrativos.

Deve cerca de R$ 1 bilhão.

Vive a expectativa do anúncio de aposentadoria de Oscar.

Lucas Moura pode ir pelo mesmo caminho, caso não se recupere.

Sobram mais 11 contundidos.

Preocupado com protestos marcados para a próxima quarta-feira, contra o Internacional, Casares pediu para a CBF e o jogo que ele havia pedido para tirar da Vila Belmiro e levar para o Morumbi, o presidente se arrependeu.

E vai jogar no estádio do Santos, onde é mais possível evitar arruaças, confusão com torcedores. E, principalmente, segurança aos jogadores, e aos dirigentes.

A campanha dessa segunda passagem de Crespo são muito fracos.

São 12 vitórias, cinco empates e 13 derrotas.

O clube travou na oitava colocação.

Não alcança mais o Bahia, de Rogério Ceni, sétimo colocado.

Tem de torcer para o Cruzeiro ou Fluminense vencer a Copa do Brasil. E ainda ganhar seus dois jogos, contra o Internacional e o Vitória para conseguir a Pré-Libertadores.

Membros das organizadas planejam ‘visitar’ o CT do São Paulo no sábado e cobrar os jogadores e Crespo.

São Paulo está mergulhado na crise.

E seus dirigentes mais importantes se calam...

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