Logo R7.com
RecordPlus
Cosme Rímoli - Blogs

Carille foi o responsável pela classificação do Corinthians

Treinador tirou Gabriel, Romero e Sheik do time. Desarmou o sistema defensivo do Bragantino. 2 a 0. Agora, o São Paulo, pela semifinal do Paulista

Cosme Rímoli|Cosme Rímoli

  • Google News
Carille teve coragem. Tirou titulares absolutos e deixou o Corinthians mais letal
Carille teve coragem. Tirou titulares absolutos e deixou o Corinthians mais letal

Fábio Carille foi o principal responsável pela facilidade com que o Corinthians chegou à semifinal do Paulista. Ele teve a coragem de fazer mudanças importantes, profundas em peças que pareciam intocáveis. Tirou Gabriel e Romero. Além de Sheik.

A desculpa pública foi escalar uma equipe mais alta, com Ralf, Matheus Vidal e Júnior Dutra. Na verdade, ele quis mais agilidade, movimentação, intensidade. Virou outro time. Bem diferente do que perdeu no domingo, por 3 a 2, no Pacaembu.


Atacou e não deu oportunidade para os contragolpes do Bragantino.

E agora terá pela frente o São Paulo nas semifinais. Domingo, o primeiro confronto, no Morumbi. A decisão para uma vaga na final será na quarta-feira.


"Não mudo a forma de jogar, mudo as características do jogador. Eu ia pegar um time que de 12 gols, fez 7 de bola aérea. Então eu tinha de mudar. Estou muito satisfeito com o Gabriel. Mas foi essa a questão;. Eu quis ser mais agressivo pelos lados, o Romero compõe mais. Mateus Vital tem um contra um forte. Essas foram as ideias, por isso resolvemos mudar. Não mudando a essência", detalhou, Carille, o responsável pela revolução corintiana.

Leia também

Hoje foi uma festa no Itaquerão. Segura, sem sustos. Logo no primeiro tempo, abriu 2 a 0, com gols de Sidcley e Maycon. O Corinthians ficou ofensivo, objetivo, não só pressionou a saída de bola do Bragantino. Mas sabia como atacar. Tocou a bola de primeira, em velocidade, com os jogadores atacando em bloco. Os dribles, o atrevimento ficavam para Clayson. 


Marcelo Veiga não esperava o Corinthians tão firme, consciente. Com o elenco limitado que possui, não conseguiu resistir. Sua estratégia previsível, 4-5-1 acabou sendo superada por uma movimentação constante. As três trocas foram importantes e melhoraram o Corinthians.

Principalmente Ralf. 


Nem parecia que ele havia passado dois anos na China. Sua identificação com a camisa corintiana é impressionante. Ele marcou forte como Gabriel. Mas mostrou saída de bola ágil, inteligente. A experiência também ajudava a evitar faltas bobas como que comete o ex-palmeirense. Matheus Vital tem mais habilidade do que Romero. E foi tão obediente taticamente quanto o paraguaio. Travou o lado esquerdo do Bragantino. Foi o escudeiro de Mantuan, titular porque Fagnar está na Rússia, com a Seleção Brasileira. 

Júnior Dutra também não ficou fixo como Sheik. Caiu para os lados do campo, abrindo espaço para quem vinha de trás, principalmente Rodriguinho e Maycon. 

Carille fez com que Sidcley perdesse a timidez. E descesse ao ataque. O Corinthians não poderia viver penso, apenas atacando pela direita, como no jogo de domingo. E com a esquerda reforçada, dá-lhe pressão dos dois lados. Escancarou a defesa do Bragantino. Foi um sufoco durante toda a partida.

O Corinthians só sofreu em dois lances. Idênticos. Cruzamentos aéros que deixaram os zagueiros estáticos, para cabeçadas de Matheus Peixoto e Lázaro. Esse é o ponto fraco que Carille precisa trabalhar, de forma urgente.

O primeiro gol do Corinthians demorou 29 minutos, em uma descida rápida, Ralf descobriu Maycon descendo pelo meio, o volante errou ao dominar, a bola passou. Chegou perfeita, para o chute forte de Sidcley. Chute cruzado, que Guilherme tentou saltar, mas acabou empurrou para as redes. 1 a 0.

O Corinthians seguiu dominando a partida. Até com mais confiança. Aos 44 minutos, Maycon recebeu na entrada da área. Teve tempo para dominar a bola e bater bem demais, indefensável para o bom goleiro Alex Alves. 2 a 0. Diferença de gols que o time precisava para chegar à semifinal.

O Bragantino ficou restrito à escanteios e levantamentos desesperados para a área corintiana. Muito pouco, mesmo para um time humilde. A falta de reação interiorana foi decepcionante.

Gabriel, Romero e Sheik não fizeram falta.

Carille acertou em cheio.

Ralf, Matheus Vital e Júnior Dutra cumpriram sua missão.

Agora, dois jogos contra o São Paulo. 

Domingo, no Morumbi.

E quarta-feira, no Itaquerão.

Com o time de Carille franco favorito...

Maycon marcou um belo gol. A movimentação do Corinthians foi fundamental
Maycon marcou um belo gol. A movimentação do Corinthians foi fundamental
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.