Cosme Rímoli Apático, o Flu permitiu. E a Libertadores, ainda, não é brasileira

Apático, o Flu permitiu. E a Libertadores, ainda, não é brasileira

O clube carioca, com dívidas de mais de R$ 700 milhões, não teve a vibração necessária e foi eliminado pelo Barcelona de Guayaquil, Equador, que enfrentará o Flamengo. Palmeiras e Atlético fazem a outra semifinal

  • Cosme Rímoli | Do R7

 Barcelona eliminou o Fluminense. Adversário bem menos complicado para o Flamengo

Barcelona eliminou o Fluminense. Adversário bem menos complicado para o Flamengo

Santiago Arcos/EFE 19.08.21

São Paulo, Brasil

O Fluminense não teve forças.

Fez um jogo apático para quem lutava para chegar entre os quatro melhores da Libertadores.

Conseguiu apenas um empate frustrante com o esforçado Barcelona de Guayaquil, em 1 a 1, no Equador, não permitiu que houvesse uma semifinal totalmente brasileira na competição mais importante da América do Sul.

No Maracanã, houve empate em 2 a 2, e a classificação ficou com os equatorianos, porque marcaram dois gols fora.

O Fluminense deve mais de R$ 700 milhões.

E jamais venceu a Libertadores.

O adversário não era tão forte.

A decepção é enorme com a eliminação.

Até porque na semifinal encontraria o Flamengo.

A situação de Roger Machado é complicada. O time está em 15º lugar no Brasileiro.  Não vence há quatro rodadas. E terá pela frente, nas quartas-de-final da Copa do Brasil, o poderoso Atlético Mineiro.

O técnico foi cobrado pela postura decepcionante, sem vibração, sem marcação alta, sem futebol intenso, lento, sem criatividade. Com raras chances de gol.

Sua resposta foi criativa, disse que só bastaria um marcar um gol, que era o que o Fluminense precisava.

"Nós estamos nas quartas de final de uma competição, não vai haver inúmeras oportunidades em jogos decisivos como esse. Nós criamos duas, três oportunidades com muita lucidez e combinações de jogadas.

"Tivemos algumas outras oportunidades com bolas alçadas na área, variamos muito, nós precisávamos de um gol para passar para a próxima fase, vencer pelo placar simples, e eu acho que nós produzimos para isso. Não fomos felizes em efetivar essas oportunidades em gols, mas penso que tivemos mais a bola e criamos o suficiente para vencer o adversário", disse, sem resumir a realidade do jogo, longe disso. Foi uma partida equilibrada, com o Barcelona com o domínio da classificação.

"Sabia que seria um jogo importante, o mais importante do ano até esse momento. As pressões externas são inerentes às expectativas de tudo que fizemos na Libertadores até esse momento, em cima da história e do tamanho do clube. Eu não me preocupo com o externo, eu trabalho internamente para levar a campo os atletas na sua melhor forma", disse, tentando aparentar tranquilidade.

Mas Roger sabe que a possibilidade de demissão é real.

O veterano Fred sabe que a situção do seu treinador é complicada. 

"Agora é curtir esse luto, a gente sonhou tanto com essa vaga, mas é felicitar o Barcelona e seguir nas competições que nos restam", tentou minimizar.

Fred empatou o jogo, aos 53 minutos, cobrando pênalti. Mas não havia tempo para mais nada, o Barcelona vencia a partida graças a um gol de Mastriani.

Mas a verdade é que o Fluminense perdeu uma oportunidade de ouro. 

Não teve força para chegar mais longe.

E a Libertadores de 2021 ainda não é brasileira.

As chances são imensas.

O Flamengo é muito melhor do que o Barcelona.

Palmeiras e Atlético também são bem superiores que o time equatoriano.

O clube de Guayaquil já foi longe demais.

Repetiu 2017 pode comemorar.

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