Ancelotti seduzido pela CBF e pelo Brasil. “Creio que vou renovar”. Tradução: ‘diga ao povo que fico!’
Treinador italiano terá o ciclo de quatro anos para preparar o Brasil à Copa de 2030. Ele, melhor do que ninguém, sabe que este ano e meio que teve, para a Copa dos Estados Unidos, foi muito pouco

O Carnaval deste país tem um poder incrível.
Depois de assistir aos desfiles da Marquês de Sapucaí, ninguém é mais o mesmo.
Carlo Ancelotti que diga.
O treinador finalmente falou a frase que a cúpula da CBF sonhava.
E disse ao argentino Jorge Valdano.
Para alegria incomensurável do presidente Samir Xaud.
“Creio que vou renovar.”
Foi o primeiro sinal que tanto a CBF desejava.
Manter o treinador de maior currículo de todo o planeta por um ciclo total de quatro anos, a partir da Copa dos Estados Unidos.
Para este Mundial, Ancelotti sabe que o Brasil vai como um dos vários países com possibilidade de vencer.
Meticuloso que é, tem plena consciência que o tempo que teve para trabalhar, para ser campeão do mundo, foi muito curto.
Com quatro anos, de julho de 2026 até junho de 2030, tudo ficará mais firme, com embasamento, com proximidade máxima dos jogadores. Para tirar todo o potencial técnico, tático e mental.
Foi assim, com tempo, que Ancelotti colecionou 32 títulos em 34 anos como técnico.
Único treinador a conquistar cinco Champions League. E ganhar cinco títulos nas principais ligas da Europa: Espanhola, Inglesa, Alemã, Italiana e Francesa.
Ninguém teria currículo tão importante que pode ou não levar Neymar ao Mundial.
Xaud já o deixou à vontade em relação à convocar ou não o principal jogador do país nos últimos 15 anos.
E o dirigente sabe que, o que acontecer com a Seleção na Copa do Mundo nos Estados Unidos, terá um gigantesco escudo na figura do técnico.
Ancelotti foi seduzido pelos ‘sim’ que ouviu.
Tudo o que ele pediu teve.
Inclusive dividir o tempo desde que assumiu a Seleção no Rio de Janeiro e em Vancouver, no Canadá, país de sua esposa.
Fez as viagens de observação que quis.
Não teve de submeter a lista de convocados ao presidente da CBF, como era um triste costume dos técnicos da Seleção.
Escolheu seu filho Davide como auxilar, sem qualquer questionamento.
A

A mídia europeia publica que ele recebe 10 milhões de euros por ano, para treinar a Seleção. Dá cerca de R$ 5,1 milhões por mês.
Há ainda um prêmio sigiloso pela eventual conquista do hexacampeonato mundial nos EUA.
Ancelotti tem proposta para renovar com a Seleção Brasileira desde maio de 2025, quando assumiu.
Ou seja, já havia a nítida certeza na CBF que o país desperdiçou tempo precioso na preparação para o Mundial deste ano.
O coordenador da Seleção, Rodrigo Caetano, foi o homem incumbido por Xaud de convencer Ancelotti.
E o técnico percebeu que potência alguma no mundo se colocaria tão à disposição dos seus desígnios. Nem a Itália, onde nasceu, e já o convidou duas vezes para assumir o cargo e ele rejeitou.
A aceitação do povo e da imprensa brasileira também teve um peso enorme.
Além do mercado publicitário.
Virou garoto-propaganda da Ambev, com cachê jamais pago para alguém ligado ao futebol.
No Carnaval foi mais reverenciado que Ivete Sangalo.
E já tem garantido aumento no já invejável salário.
Ou seja, ele tem tudo por aqui.
Daí a frase dita com convicção e simpatia em entrevista a Jorge Valdano.
“Creio que vou renovar.”
A CBF está em festa.
O futebol brasileiro também.
Ter o melhor treinador do mundo por duas Copas do Mundo é um enorme privilégio...













