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Ancelotti cansou do ‘fantasma de Neymar’. Percebeu: a sombra do jogador só perturba o ambiente da Seleção

Diante da enxurrada de perguntas sobre Neymar, ainda mais depois da derrota do Brasil para a França, o coordenador Rodrigo Caetano falou com Ancelotti. E o italiano passa a repetir Dunga e, principalmente, Felipão. Não falará sobre jogadores não convocados

Cosme Rímoli|Do R7

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Ancelotti não responderá mais perguntas sobre Neymar. Técnico viu elenco desvalorizado e sem confiança. O fantasma de Neymar rouba a cena Raul Baretta/Santos

O coro dos brasileiros no Gillette Stadium por Neymar, assim que a França fez o segundo gol, ontem, na derrota por 2 a 1, foi forte.

A ponto de emissoras brasileiras que transmitiam o amistoso abaixarem o som ambiente, para não parecer que fazem campanha pelo midiático jogador.


Mas seguiu a insistência dos repórteres, que enxergam no veterano de 34 anos a ‘salvação’ da Seleção.

A sensação dos jogadores que são convocados para o meio-campo é de que só estão guardando espaço para quando o camisa 10 santista tiver condições de atuar em três jogos seguidos.


Tudo isso junto cansou Carlo Ancelotti.

Ancelotti percebeu. Citar ausência de Neymar só estava deixando o clima mais pesado na Seleção. Por isso, não falará mais sobre ele, se não estiver entre os convocados Reuters

Ele expôs o quanto essa pressão por um jogador de 44 lesões, cinco cirurgias e que não tem conseguido nem atuar por seu clube tem atrapalhado a Seleção Brasileira, em reunião com a Comissão Técnica.


Tem tirado a confiança de um grupo que ainda não está formado.

O time não tem entrosamento, convivência.


E já é muito questionado.

O coordenador Rodrigo Caetano deu o caminho a Ancelotti.

Acabou a obrigação de Ancelotti ser compreensivo e responder às perguntas sobre Neymar.

Chega.

A partir de agora, ele vai usar a mesma antiga tática que já foi usada por Dunga e Felipão, que não se importavam em ser antipáticos.

O italiano só falará sobre jogadores que estiverem convocados.

Isso já vale para a preparação e a partida contra a Croácia, na terça-feira.

Há a certeza de que o ambiente ficará psicologicamente mais leve para os atletas.

A sombra de Neymar, aquele que era fabuloso, em 2015, no Barcelona, 11 anos atrás, tem perturbado o Brasil.

Sim, porque jornalistas e repórteres pensam em quem Neymar já foi.

Não no atual, que não consegue correr por 90 minutos em uma partida pelo Santos.

Rodrigo Caetano mostrou a fórmula.

E Ancelotti não falará mais sobre ‘não convocados’. 

Na verdade, para parte da mídia brasileira, só interessa Neymar.

A única chance desse assunto seguir é ele ser convocado para a Copa do Mundo, no dia 18 de maio.

As chances são muito pequenas.

Na derrota de ontem, ficou claro o quanto os jogadores precisam ser atletas para manterem um ritmo intenso durante toda a partida.

Principalmente em uma Copa do Mundo.

Neymar não conseguiu nem no Campeonato Paulista...

Veja também: 'Satisfeito pela metade', Ancelotti diz que Brasil pode competir contra os melhores

Após revés para a França no amistoso em Boston, o técnico da Seleção Brasileira comentou suas impressões sobre a partida.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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