Cosme Rímoli Acabou a alegria. Luxemburgo já é questionado no Palmeiras

Acabou a alegria. Luxemburgo já é questionado no Palmeiras

Depois de empatar em casa, com o Goiás, desfalcado de 15 jogadores por covid, Luxemburgo é cobrado. Não consegue ganhar de times da Série A

  • Cosme Rímoli | Do R7

O  fraquíssimo futebol do Palmeiras acabou com a euforia com Luxemburgo

O fraquíssimo futebol do Palmeiras acabou com a euforia com Luxemburgo

Agência Palmeiras

São Paulo, Brasil

Vanderlei Luxemburgo tem muitos amigos jornalistas.

Com os mais próximos, alguns poderosos, costuma jantar.

Desgustar vinhos caros.

Contratou um eficiente assessor de imprensa.

Estudou a fundo, na década de 90, um aspecto interessante da psicologia.

A inteligência emocional.

Ou seja, ele acredita estar muito bem preparado para dar suas desculpas, justificar resultados frustrantes. 

Teve tempo para treinar.

Há 16 anos não vence uma competição nacional.

Venceu sete Estaduais.

Aos 68 anos, sabe que, cada vez mais, eles estão mais irrelevantes.

Ele voltou ao Palmeiras porque Mauricio Galiotte se negou a pagar R$ 1,2 milhão a Jorge Sampaoli.

O dirigente o contratou pagando metade do pedido pelo argentino, R$ 600 mil.

Venceu o Paulista de 2020, nos pênaltis, em dois jogos péssimos e que terminaram empatados com o Corinthians.

O Palmeiras começou o Brasileiro jogando muito mal, de maneira sonolenta contra o fraco Fluminense. Empatou.

Luxemburgo usa uma 'velha tática'. Repassa os fracassos  do time aos jogadores

Luxemburgo usa uma 'velha tática'. Repassa os fracassos do time aos jogadores

Agência Palmeiras

O adversário ontem, o Goiás, tinha 15 atletas sem poder entrar em campo, infectados com o coronavírus. 

Mesmo jogando no Allianz Parque, empate vexatório, em 1 a 1.

Foram quatro pontos jogados fora, desperdiçados.

O problema está no 'pojeto' apresentado pelo treinador ao presidente Mauricio Galiotte. Sim, ele segue falando 'pojeto', sem o 'erre' ante do e.

Na conversa com o dirigente, ele expôs o velho conceito de 'ganhar gordura' logo no início do Brasileiro, disparar na frente, usar os confrontos com os concorrentes como decisões, e seguir pontuando.

Luxemburgo sabe o quanto o torneio nacional é valorizado por Galiotte e pela patrocinadora Crefisa.

Só que em vez de ganhar gordura, o clube perdeu. Tem apenas dois pontos em dois jogos.

Luxemburgo escolheu o velho costume.

Colocou a culpa no time, no fracasso como o Goiás, sem 15 jogadores.

"Temos que encaixar o Campeonato Brasileiro dentro do nosso elenco, os jogadores entenderem qual é a proposta, o que queremos fazer.

"Precisamos melhorar o comprometimento, melhorar a intensidade de jogo, melhorar uma série de coisas.

"No Campeonato Brasileiro, tem que ter melhora.

"Eles sabem disso."

Mas não foram eles quem montou o time, com três volantes contra os goianos tão desfalcados. Assim deixou, outra vez, perdido Zé Rafael. Travou os laterais. Separou William e Luiz Adriano do restante da equipe.

O Palmeiras foi um arremedo de time, sem força no ataque, sem imaginação, sem coordenação, vibração.  Equipe acomodada, previsível.

E fez com que o trabalho de Luxemburgo fosse analisado mais à fundo.

Palmeiras chegou a sofrer contra o Goiás, sem 15 jogadores com covid

Palmeiras chegou a sofrer contra o Goiás, sem 15 jogadores com covid

Cesar Greco/Agência Palmeiras

O título paulista não ofusca a constatação.

Dos oito clubes da Série A do Brasileiro, que o time enfrentou em 2020, foram seis empates: São Paulo, Santos, Corinthians (duas vezes), Fluminense e Goiás.

"Você consegue ficar na frente, aí muda e deixa de pressionar o erro do adversário, começa a chamar o adversário para o teu campo.

"Mudamos a intensidade, e numa bola parada eles empataram. Não é a primeira vez que acontece, temos que fazer os jogadores entenderem que não podem mudar a intensidade do jogo", disse Luxemburgo.

Se 'esquecendo' que o Palmeiras marcou seu gol contra o Goiás, em um escanteio. Também 'bola parada'.

Mesmo com jogadores milionários, gol do Palmeiras, de bola parada. Escanteio

Mesmo com jogadores milionários, gol do Palmeiras, de bola parada. Escanteio

Cesar Greco/Agência Palmeiras

A verdade é que as críticas de conselheiros e milhares de torcedores nas redes sociais, depois do vexatório empate de ontem, atingiram diretamente Luxemburgo.

Galiotte foi muito cobrado, depois do 1 a 1.

Ele também está insatisfeito com o rendimento do time.

E perder quatro pontos contra adversários fracos.

Só que Luxemburgo tem o escudo do título paulista.

Mas a falta de apoio está ruindo rápido.

O Palmeiras não convence.

Ele não consegue fazer um time vibrante.

Cobrar jogadores com contratos longos e milionários.

O mal estar começa a diminar o Palestra Itália.

O time tem de reagir contra o Atlhetico, em Curitiba.

Repassar a 'culpa' aos jogadores pode ter funcionado na década de 90.

Atualmente, com assessores, empresários, os atletas ficam muito mais melindrados.

Percebem o jogo de cena, para o técnico não ser questionado.

A verdade é que a alegria por ter sido campeão, evitado o tetra do Corinthians, se esvaiu, no Palmeiras.

O momento é de cobrança.

Luxemburgo terá de fazer esse time jogar bem.

Brigar pelo Brasileiro.

A largada foi péssima.

Seu 'pojeto' de 'gordura' está fracassando.

O descontentamento veio à tona.

Assim como o fraco futebol de sua equipe.

Bastaram duas rodadas...

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