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Principal tarefa de novo técnico de Bia Haddad será devolver a confiança para a tenista

Jogadora anunciou na quinta-feira (12) o fim da parceria com o treinador Rafael Paciaroni

Cabeça de Chave|Ari PeixotoOpens in new window

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Rafael Paciaroni treinou Bia Haddad Maia por seis anos Reprodução/Instagram/@biahaddadmaia

Muita gente queria. Muita gente achava que era necessário. Muita gente achava que ainda não era hora. Nesta quinta-feira (12), enfim, os dois primeiros “muita gente” puderam esboçar um sorriso de satisfação. A tenista número 1 do Brasil, Beatriz Haddad Maia, anunciou o fim da parceria com o treinador Rafael Paciaroni. Os dois estavam juntos desde 2020.

E foi uma parceria vitoriosa. Em três anos, Bia saiu do ranking 439 para o top 10 da WTA, a primeira tenista brasileira de simples a chegar a esta posição desde Maria Esther Bueno, nos anos 60. E ficou no top 20 por mais de dois anos seguidos.


No currículo, uma inédita semifinal em Roland Garros, em 2023, os títulos em Nottingham e Birmingham, em 2022, o WTA Elite Trophy, em 2023, e Seul, em 2024.

A separação foi anunciada numa das redes sociais da tenista.


“Depois de 6 anos eu só poderia te agradecer por todos os momentos e grandes feitos que alcançamos dentro e fora de quadra.

Passamos pelos momentos mais intensos, felizes e duros da minha carreira e eu serei eternamente grata por isso.


Não é sobre resultados e o top 10 que alcançamos em simples e duplas, mas sobre tudo que me ensinou, principalmente sobre quanto o trabalho duro e acreditar no processo são as coisas mais importantes na nossa profissão. E que sim, “é possível quando fazemos algo com o coração”.

Nosso legado e marca no tênis brasileiro são eternos.


Tenho muito orgulho, e sou grata por ter vivido essa etapa ao seu lado.

Obrigada pelos ensinamentos, pela confiança e sua entrega diária.

Obrigada por acreditar e ter me tirado da minha zona de conforto.

Obrigada por estar do meu lado nos momentos mais duros, onde a maioria se afastou e desacreditou.

Irei torcer e vibrar com cada passo seu nesse novo capítulo.

Tenho certeza de que muita coisa boa está por vir. Nossa amizade e confiança seguirão assim como o respeito e carinho que sempre tivemos.

E assim é o tênis, assim é a vida…

“Muitas coisas não são tentadas por parecerem difíceis; muitas coisas só parecem difíceis por não serem tentadas”

Com carinho,

Bia”

A decisão de trocar de técnico chega em meio a um período que ainda parece de turbulência, depois que Bia encerrou prematuramente a temporada 2025, alegando necessidade de priorizar a saúde mental e o descanso físico.

Este ano ela ainda não encontrou seu melhor tênis, parece infeliz e insegura em quadra. Em seis partidas, perdeu cinco. No início do ano, Bia ocupava o 58º lugar do ranking e, agora, depois das derrotas, está em 67º.

Foi a melhor decisão? De quem partiu? Para quem não acompanha o dia a dia da parceria, é difícil avaliar. Quem será o novo técnico? Nenhuma pista ainda.

Seja quem for, a principal tarefa será devolver à nossa número 1 a confiança, a alegria e a serenidade necessária para entrar em quadra. Porque tênis ela tem de sobra.

Talvez baste um incentivo para que ela volte a subir no ranking e ocupar o lugar que merece. E a gente, aqui do lado de fora, também torce para que Bia se recupere e volte a ser respeitada no mundo do tênis.

Mesmo que os troféus não sejam tão abundantes, o que se quer é ver Beatriz Haddad Maia e sua temida canhota de volta, com a garra e a técnica que sempre a caracterizaram.

Vamos, Bia!!!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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