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João Fonseca despacha Kachanov

Brasileiro vence de virada o cabeça de chave 16

Cabeça de Chave|Ari PeixotoOpens in new window

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Espetacular. É o mínimo que se pode falar do desempenho de João Fonseca na segunda rodada do Masters 1000 de Indian Wells. Apesar de ter perdido o primeiro set contra o russo Karin Kachanov, João demonstrou maturidade, técnica e resiliência para vencer, no tiebreak um segundo set muito disputado, quando evitou dois match-points. E, depois, no set decisivo, amassar de forma contundente o adversário. Depois de 2 horas e 16 minutos, o placar de 2 a 1, com parciais de 4/6, 7/6[9] e 6/4, refletiu bem o que aconteceu em quadra.

O primeiro set foi equilibrado até o 5º game, quando o brasileiro teve o serviço quebrado. Kachanov chegou a abrir 5/2, e quando tudo parecia caminhar para um final fácil, João reagiu, devolveu a quebra, fez 5/4, mas não conseguiu evitar que o russo fechasse em 6/4.


Na segunda parcial, o equilíbrio durou até 6/6. No tiebreak, João abriu 4-1, mas permitiu a reação do russo, que empatou e abriu 6-4, com saque a favor. Aí, além da técnica, a raça foi determinante para que ele conseguisse evitar dois match-points, se recuperar até fechar em 9-7.

No set decisivo, João saiu servindo, confirmou e em seguida quebrou Kachanov. Fez 3/1, 4/2, 5/3, e fechou em 6/4. Pelo placar, pode até parecer que foi difícil, mas em nenhum momento o brasileiro perdeu o controle da partida.


Em entrevista depois do jogo, João Fonseca disse que ficou satisfeito com sua atuação, principalmente no 3º set. “Depois de um primeiro set em que ele me dominou, consegui reverter a situação. Estou feliz com a forma com que lutei, depois que tive a oportunidade de permanecer no jogo. Ele não fechou, me fez acreditar e eu fui lá e peguei. São esses jogos que fazem a gente crescer como jogador, são os que realmente importam”.

Na 3a. rodada, Fonseca vai ter pela frente outra pedreira, o americano Tommy Paul, que já foi um top 10 e hoje está em 24º lugar no ranking. Eles se enfrentaram no Masters de Madrid do ano passado, com vitória para Paul em dois tiebreaks.

“Vai ser duro, haverá torcida para ele mas também há bastante brasileiro por aqui. Vamos com tudo, a confiança e a raça estão lá no alto”.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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