João Fonseca: as lições de mais uma dolorosa derrota em casa
Brasileiro frustra a torcida e cai nas oitavas do Rio Open
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A expectativa da torcida brasileira de ver mais um bom jogo de João Fonseca, na noite desta quinta-feira (19), se transformou em frustração depois da derrota para o peruano Ignacio Buse, de virada, por 2 sets a 1 (7/5, 3/6 e 4/6).
Não que uma derrota para o número 91 do ranking fosse algo totalmente fora das previsões. O problema é que a confiança era tamanha que todo mundo esperava um atropelo do brasileiro. Só esqueceram de combinar com o peruano, que é um bom jogador.
Ao contrário da partida de estreia contra Thiago Monteiro, quando os espectadores viram um João Fonseca vibrando muito a cada ponto, desta vez o número 1 do tênis brasileiro voltou a mostrar afobação na hora de fechar os pontos.
E, sem querer ser óbvio, a pressa continua sendo a inimiga número 1 da perfeição. Fez algumas escolhas erradas, o que mostra como a pressão de jogar em casa fez diferença.
Na entrevista pós-jogo, João reconheceu que Buse foi melhor no jogo e que, enquanto o peruano ganhava confiança, ele foi afrouxando e perdeu muitas oportunidades, especialmente no segundo set.
“Nesse nível, não dá pra perder oportunidades. Bobagem da minha parte, afobado em alguns momentos. Mas é processo, é seguir melhorando, seguir trabalhando. Triste pela derrota, mas seguir em frente”, afirmou.
Seguir em frente. Essa é a palavra de ordem em um processo que se deve entender que João Fonseca terá momentos bons e ruins, vencerá jogos históricos contra adversários acima no ranking e perderá contra tenistas muito mais abaixo dele.
A pressão não passará, sempre que entrar em quadra, João terá os olhos do mundo virados para ele. João é bom, mas ainda não é perfeito.
Se entendermos isso, derrotas como a do Rio Open serão mais facilmente digeridas.
Agora, a torcida é para que João e Marcelo Melo cheguem à final do torneio nas duplas. Um título salvaria a semana...












