Atletas podem perder torneio de Indian Wells por causa dos conflitos no Oriente Médio
A competição começa nesta quarta-feira (4) e acumula uma longa lista de desistências
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A poucos dias do início, o primeiro Masters 1000 do ano, que começa nesta quarta (4), acumula uma longa lista de desistências na chave masculina.
Até a última sexta-feira, 11 tenistas já tinham desistido de participar do torneio, que tem um nível de importância tão grande no circuito que é considerado o 5º Grand Slam.
As desistências têm a ver principalmente com lesões e problemas físicos, um tema que tem se tornado cada vez mais frequente no circuito. Mas não só.
O ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e as retaliações que puseram em alerta todo o Oriente Médio, podem fazer a lista aumentar. É que alguns tenistas estão presos em Dubai, onde participaram de um ATP 500. A cidade dos Emirados Árabes Unidos está sendo alvo de ataques iranianos porque abriga bases americanas e tem o espaço aéreo fechado.
Daniil Medvedev, campeão do Dubai Open e cabeça de chave 11 de Indian Wells, e Tallon Grieskpoor, vice do torneio, estão entre os tenistas que vivem a expectativa de deixar Dubai.
Em entrevista ao site russo Championship, Medvedev comentou a situação incomum. “O espaço aéreo está fechado e ninguém sabe quando poderemos voar novamente. Não sabemos quanto tempo isso vai durar, então estamos aguardando para ver como as coisas se desenvolvem nas próximas horas e dias”, disse Daniil. O tenista russo aproveitou para tranquilizar amigos e parentes. “Para mim, está tudo bem. Claro, recebi muitas mensagens de amigos e conhecidos; todos estão preocupados. Mas posso dizer que está tudo bem”, finalizou.
Nesta segunda, a ATP divulgou um comunicado sobre estes atletas que estão impedidos de deixar os EAU.
Segundo a nota, “a ATP está monitorando de perto a evolução da situação no Oriente Médio e mantém contato regular com seus jogadores, suas equipes de apoio e as autoridades locais competentes. A saúde, a segurança e o bem-estar de nossos jogadores, funcionários e equipes organizadoras do torneio são nossa principal prioridade.”
“Podemos confirmar que um pequeno número de jogadores e membros de equipe ainda se encontra em Dubai após o recente término do torneio ATP 500. Eles, juntamente com suas equipes, estão hospedados nos hotéis oficiais do torneio, onde suas necessidades imediatas estão sendo plenamente atendidas.”
“Estamos em contato direto com os envolvidos, bem como com os organizadores do torneio e os consultores de segurança. Nesta fase, os preparativos de viagem ainda estão sujeitos a avaliação contínua com base nas operações das companhias aéreas e nas recomendações oficiais.”
“Continuaremos a prestar o apoio necessário para garantir que os jogadores e as suas equipas possam sair das instalações em segurança, sempre que as condições o permitam. Continuaremos a avaliar a evolução da situação e a fornecer atualizações.”
Cabeças de chave
Independentemente da situação, a organização do Masters 1000 de Indian Wells, que começa nesta quarta-feira (4), definiu os 32 cabeças de chave para o torneio.
Com uma ou outra alteração, a lista segue basicamente o ranking da ATP. Alcaraz, Sinner, Djokovic, Zverev, Musetti, de Minaur, Fritz, Medvedev, e por aí vai.

Uma das novidades é Stefanos Tsitsipas, que estava em 34º e subiu 3 posições, entrando como cabeça de chave 31. Tomás Etcheverry, cujo título do Rio Open garantiu a ele 18 posições no ranking, quase entrou. Ficou em 33º no ranking ATP.
Os cabeças de chave entram diretamente na segunda rodada, e só podem se enfrentar a partir da terceira fase. Nesta segunda, serão sorteados os confrontos das chaves masculina e feminina. Aí saberemos os adversários de João Fonseca e Bia Haddad.











