Corinthians terá de quebrar tabu de 20 anos para escapar do rebaixamento
Todas as equipes que perderam, como o Timão, pelo menos oito partidas seguidas no Brasileirão foram rebaixados desde 2006
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Do sétimo ao 16º lugar em menos de dois meses. Eis a queda livre do Corinthians depois de oito derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro. Agora, a um ponto e a uma posição da zona do rebaixamento, o Timão terá de quebrar um tabu de duas décadas para evitar a sua segunda queda para a Série B na história.
É que todos os clubes que perderam pelo menos oito vezes consecutivas no Brasileirão desde 2006 acabaram caindo.
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Foram oito times nesta condição: São Caetano em 2006, América-RN em 2007, Náutico em 2013, Avaí em 2019, Chapecoense em 2021, Avaí em 2022, Coritiba em 2023 e Sport em 2025.
Curiosidade: o América-RN e o Sport chegaram a perder 11 vezes consecutivas, enquanto o Náutico sofreu 12 derrotas. Os demais ficaram nas oito derrotas, como o Corinthians, que precisa encerrar essa sequência na próxima segunda-feira, contra o Vitória, em jogo que marcará a estreia de Seedorf como técnico.
A sequência de derrotas do Corinthians no Brasileirão começou em 16 de agosto, diante do Cruzeiro: 2 a 1 para a Raposa na Neo Química Arena. Depois, sob o comando de Fernando Diniz, o Timão perdeu também por 2 a 1 para Coritiba e Chapecoense, 1 a 0 para o Santos, 2 a 1 para o Flamengo, 3 a 1 para o Fluminense, 2 a 1 para o Inter e 4 a 1 para o Palmeiras.
Quatro dos tropeços foram na Neo Química Arena, ajudando a fazer de 2026 o ano em que o clube mais perdeu no estádio desde a inauguração.
O Timão, que brigava por vaga na Libertadores no início desta sequência de derrotas, agora aparece como a equipe com mais chances de queda entre aquelas fora do Z4. Para a UFMG, o Corinthians tem 41% de possibilidade de cair.
Além dos problemas em campo, o Timão ainda vive uma de suas piores crises financeiras, com um mês de direitos de imagem, férias e prêmios atrasados.
O presidente Osmar Stabile também deixou de pagar as últimas quatro parcelas de um acordo com a União — o clube corre o risco de perder um desconto de R$ 521 milhões por causa da inadimplência.

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