Pressionada e preocupada com a defesa, seleção encara Uruguai no Pré-Olímpico

A seleção brasileira sub-23 vai entrar em campo pela primeira vez pressionada no Pré-Olímpico, disputado na Colômbia. Soberana na primeira fase do qualificatório do para os Jogos de Tóquio, a equipe tropeçou em sua estreia no quadrangular final e precisa vencer o Uruguai nesta quinta-feira, às 20 horas, em Bucaramanga, para não ficar em situação ainda mais complicada na competição.

Após vencer os quatro jogos em seu grupo, o Brasil ficou no 1 a 1 com a Colômbia, na segunda-feira, pela fase decisiva do torneio. E como a Argentina derrotou o Uruguai por 3 a 2, a seleção não só está atrás de um dos seus rivais na classificação, assim como o confronto desta quinta se tornou ainda mais decisivo e com ares de mata-mata. Afinal, uma derrota eliminará os uruguaios. E também complicaria a equipe brasileira.

"Obviamente, teremos que pontuar contra o Uruguai, a vitória se impõe pela classificação. Possivelmente, o quadrangular só será decidido na última rodada para todos os times", afirmou o técnico André Jardine.

Só que foi exatamente diante do Uruguai que o Brasil teve sua atuação mais consistente no Pré-Olímpico. Em seu segundo compromisso no qualificatório, abriu 3 a 0, com gols de Matheus Cunha e Pepê, ainda foi vazado no fim, mas assegurou uma vitória segura, numa noite em que exibiu sua força ofensiva.

O problema é que a defesa vem falhando bastante no Pré-Olímpico. Jardine, inclusive, havia feito três trocas no setor para o confronto com a Colômbia, mas as mudanças não adiantaram muito, tanto que o time voltou a errar, dessa vez no gol de empate da seleção da casa.

Nesta quinta-feira, Jardine voltará a modificar o sistema defensivo do Brasil, mas por lesão. Com lesão no tornozelo esquerdo, o lateral-direito Dodô, que havia sido titular diante da Colômbia, deixa o time para a entrada de Guga, que tinha sido o escolhido para os primeiros confrontos do Brasil no qualificatório.

Nenhum deles, porém, era a primeira opção de Jardine para a lateral direita brasileira no Pré-Olímpico, pois o treinador vinha sempre optando pela escalação de Emerson nos amistosos que antecederam o torneio. Mas o espanhol Betis se recusou a liberá-lo para a disputa do torneio na Colômbia.

Foi só uma das várias baixas do Brasil para o Pré-Olímpico, pois outros clubes adotaram a mesma postura de não ceder seus jogadores. Apenas na defesa, outros três jogadores precisaram ser cortados por isso: o lateral-esquerdo Ayrton Lucas (Spartak Moscou) e os zagueiros Ibañez (Atalanta) e Gabriel (Lille). E o são-paulino Lyanco ainda precisou ser cortado por lesão.

"A verdade é que a gente teve muita baixa no sistema defensivo, de jogadores que vinham sendo convocados em partidas anteriores. Estou com alguns atletas buscando experiência maior com a camisa da seleção, então vejo os erros como naturais, porque é justamente no jogo que você vai dar experiência e fazer ele acertar", comentou Jardine.