O presidente do Barcelona, Sandro Rosell, afirmou nesta quinta-feira que acatará sem problemas o pedido da justiça espanhola, que quer analisar os contratos de Neymar após uma denúncia por "apropriação indevida de valores" na contratação do jovem craque brasileiro.
"Estaremos encantados em trazer toda a documentação pedida", disse o dirigente em uma entrevista coletiva.
Na quarta-feira o juiz Pablo Ruz ordenou que fossem apresentados "o contrato ou contratos" de Neymar, além dos relatórios financeiros da junta diretiva do Barcelona nos anos 2011, 2012 e 2013, antes de decidir se o caso irá a julgamento.
O caso nasceu de uma denúncia de um sócio do clube catalão, Jordi Cases, que acredita haver "apropriação indevida de valores" na contratação de Neymar e no pagamento de 40 milhões de euros à empresa N&N, propriedade do pai do jogador.
De acordo com a queixa apresentada por Cases, o Barcelona contratou Neymar por "57,1 milhões de euros (17,1 milhões na concessão dos direitos federativos e 40 milhões na sociedade N&N). Seria preciso adicionar 7,9 milhões de euros por um acordo envolvendo outros três jogadores do Santos e 9 milhões de euros por duas partidas amistosas".
Cases afirma que "tal contrato se mantém oculto aos sócios do FC Barcelona, o que faz com que se desconheça o destino real dos 40 milhões de euros supostamente pagos ao jogador ou a seus representantes legais".
O próximo passo de Ruz, uma vez recebida a documentação solicitada, será decidir se admite ou não o caso para julgamento.
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