Por dívida, Justiça penhora receitas de estádio com jogos do Palmeiras

Arena deixará de receber o valor para pagar uma dívida existente há mais de cinco anos com a empresa de locação de geradores de energia

Palmeiras e empresas têm de depositar valor em juízo

Palmeiras e empresas têm de depositar valor em juízo

Reprodução/Twitter @AllianzParque

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de cerca de R$ 1,5 milhão de receitas que o Allianz Parque receberá com jogos do Palmeiras. Em decisão da juíza Carolina de Figueiredo Dorlhiac Nogueira, da 38ª Vara Cível, a administração da arena deixará de receber o valor para pagar uma dívida existente há mais de cinco anos com a empresa Power Brasil pelo serviço de locação de geradores de energia.

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Em cumprimento de sentença publicado no dia 6, a juíza aciona além do clube, a detentora do naming rights da arena, a empresa que atua na venda de ingressos de jogos e a administradora do serviço de estacionamentos do estádio. Todas deverão depositar em juízo valores que seriam destinadas à arena, mas agora vão contribuir com o pagamento da quantia devida pela executada, a Real Arenas Empreendimentos Imobiliários S/A, braço do grupo WTorre.

A locação dos geradores foi feita entre novembro e dezembro de 2014, meses iniciais da operação do estádio. O valor inicial do serviço era de R$ 389 mil, mas após a falta de pagamento, a empresa Power Brasil acionou a Justiça. Em abril do ano passado, a mesma juíza determinou o bloqueio das contas da Real Arena para que se saldasse a dívida, na época avaliada em R$ 1.428.348,20. No entanto, a Justiça encontrou o valor disponível de apenas R$ 18.473,89.

Em novembro de 2019, a juíza decidiu penhorar os direitos da Real Arenas. A empresa, por sua vez, pediu efeito suspensivo da determinação para se precaver de perdas financeiras. Por fim, a movimentação mais recente do processo foi a anunciada no dia 6, com a decisão para que o Palmeiras e as demais empresas atuantes no estádio depositem em juízo receitas para ajudar no pagamento da dívida.

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Na última decisão, a juíza estabelece um prazo de 30 dias para que as empresas citadas comprovem relação comercial com o Allianz Parque, com o objetivo de se realizar futuramente a captação das receitas e o pagamento da dívida com a Power Brasil.

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