Os brasileiros Rafael Silva e Maria Suelen Altheman, que lideram as categorias de peso pesado (acima de 100 kg e 78 kg, respectivamente), corresponderam às expectativas ao garantir suas vagas para as semifinais do Mundial de Judô do Rio de Janeiro com vitórias convincentes.
Já Luciano Corrêa, campeão mundial na Cidade Maravilhosa em 2007, não conseguiu repetir o feito neste sábado no Maracanãzinho ao ser derrotado pelo francês Cyrille Maret na sua segunda luta do dia.
Na mesma categoria (até 100 kg), Renan Nunes foi eliminado logo na estreia pelo alemão Dimitri Peters, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres-2012.
Rafael Silva, o 'Baby', de 23 anos, venceu suas duas lutas do dia em menos de três minutos.
Nas quartas de final, o mato-grossense superou o japonês Ryu Shinchinoe. O brasileiro foi bastante cauteloso no início, tomando pouca iniciativa, mas acabou encontrando uma brecha para aplicar um 'o soto gari' (golpe que desequilibra a perna do adversário com a própria perna) faltando dois minutos e dois segundos para o fim da luta.
Na estreia, ele também começou estudando o adversário, mas precisou de três segundos a menos para derrubar Iurii Krakovestkii, do Quirguistão, com outro ippon espetacular.
Do outro lado da chave, o francês Teddy Riner, atual campeão olímpico da categoria, avançou sem problemas para as semifinais ao atropelar por ippon os três adversários que teve pela frente.
Riner, de 24 anos, está em busca do hexacampeonato no Rio, onde conquistou o primeiro título mundial da sua carreira em 2007.
Assim como 'Baby', Maria Suelen Altheman não precisou exigir muito do seu talento para chegar às semifinais.
Nas quartas de final, a paulista de 25 anos superou a sul-coreana Eunkyeong Kim e apenas 20 segundos, conseguindo um yuko e partindo para a imobilização logo em seguida.
Na estreia, Maria Suelen passou pela cazaque Gulzhan Issanova, desclassificada por levar quatro 'shidos' (penalidades) por falta de combatividade.
Ela disputará uma vaga na grande decisão com a francesa Émilie Andeol, número seis do mundo e vice-campeã europeia em Budapeste, em abril deste ano.
Mais cedo, Luciano Corrêa ficou decepcionado com a eliminação, mas mostrou-se emocionado por voltar a competir no Rio, onde conquistou o título mais importante da sua carreira em 2007.
"Campeonato do mundo é sempre diferente, há seis anos, disputei a competição aqui e deu certo, saí com a medalha de ouro. Voltar a lutar em casa foi muito bom, sentir a torcida empurrando a gente fez a diferença para todos os atletas", afirmou.
Luciano ficou impressionado não apenas com o calor da torcida, mas com seu conhecimento do esporte.
"Foi bom começar este ciclo olímpico com esta atmosfera de um Mundial no Rio, fiquei surpreso com o público brasileiro, que entende bem as regras do judô, vai pedindo 'shido' no momento certo", elogiou.
Rafael Silva é a última chance do judô masculino brasileiro de não passar em branco neste Mundial. Felipe Kitadai e Victor Penalber, que eram considerados entre os favoritos para subir ao pódio em suas categorias, não conseguiram resultados à altura de suas expectativas.
Todas as quatro medalhas brasileiras até agora foram conquistados por mulheres. Rafaela Silva ganhou o ouro na categoria até 57 kg e Érika Miranda, a prata (até 52 kg) enquanto Sarah Menezes (até 48 kg)e Mayra Aguiar (até 78 kg) ficaram com o bronze.
"O feminino já está de parabéns, fazendo uma ótima campanha, mas nós do masculino também vamos correr atrás. Tenho certeza que o Brasil vai chegar muito bem preparado para os Jogos Olímpicos do Rio", prometeu Luciano.
lg
