O volante Paulinho, um dos destaques da conquista da Copa das Confederações em junho do ano passado, afirmou neste sábado que a seleção brasileira fará "muito mais" na Copa do Mundo, que também disputará em casa.
"Fizemos uma ótima Copa das Confederações e tenho certeza que vamos fazer muito mais na Copa do Mundo. Jogamos de uma forma bonita, pressionando o adversário na hora que tinha que pressionar. Tivemos uma ótima campanha, merecemos o título e agora temos que focar na Copa", afirmou o jogador do Tottenham em entrevista coletiva realizada na Granja Comary, em Teresópolis, onde os comandados do técnico Luiz Felipe Scolari se preparam para o Mundial.
Paulinho, de 25 anos, teve um papel decisivo no título da Copa das Confederações, marcando o gol da vitória por 2 a 1 do Brasil sobre o Uruguai na semifinal.
Depois da competição, porém, viveu altos e baixos na Inglaterra com o Tottenham, que o contratou por 20 milhões de euros junto ao Corinthians. Depois de um bom início com os 'Spurs', perdeu a condição de titular na segunda parte da temporada.
Mesmo assim, o volante assegurou que nunca teve intenção de voltar ao futebol brasileiro para ganhar mais tempo de jogo.
"Nunca passou por minha cabeça voltar ao Brasil, muito pelo contrário, acho que quando um jogador sai do país para ir à Europa tem que seguir firme", explicou.
Antes de estourar com o 'Timão', Paulinho teve uma primeira experiência na Europa, quando foi aos 18 anos para o FC Vilnius da Lituânia, mas enfrentou vários problemas, inclusive de racismo, e acabou voltando ao Brasil depois de outra passagem complicada pelo Lodz, da Polônia.
"Já passei por isso e não seria bacana que se repetisse. Os desafios estão aí para ser enfrentados. Foi o que fiz, fui para o banco de reservas, mas voltei a ser titular nas últimas seis rodadas do Campeonato Inglês e não tive problema algum", lembrou.
O volante explicou que ganhou confiança com a conversa que teve com Felipão em abril em Londres, quando o técnico o garantiu na Copa, assim como Ramires, Willian, David Luiz e Oscar, do Chelsea.
"Este tipo de coisa emociona porque a gente olha um pouco lá atrás, pelo que todos passaram. Me senti muito mais importante, muito mais confiante para disputar a Copa do Mundo. É claro que eu sei da minha responsabilidade e tenho que mostrar meu trabalho para continuar sendo titular da seleção brasileira", completou.
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