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Poliana Okimoto e organizadores criam regras de volta de travessias

 Sete organizadores de maratonas aquáticas do estado propõem protocolo para retorno de torneios com pandemia e entregam ao governo de São Paulo

Olimpíadas|Carla Canteras, do R7

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Poliana Okimoto deixou competições para organizar provas em águas abertas
Poliana Okimoto deixou competições para organizar provas em águas abertas

A vida da primeira mulher a conseguir uma medalha olímpica na natação mudou muito! Poliana Okimoto, medalha de bronze na Olimpíada do Rio, parou de nadar, mas não deixou o esporte. Desde o ano passado, ela se dedica à organização de um circuito de travessias em águas abertas para atletas amadores.

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“Em 2019, conseguimos fazer uma prova. Nossa previsão era fazer quatro esse ano. Só que veio a pandemia e mudou tudo”, lamenta Poliana.


Pensando na retomada das competições, sete organizadores de provas do estado se uniram e produziram um protocolo de saúde para dar segurança aos participantes das travessias. O documento foi entregue ao governo do Estado e prevê um isolamento entre os participantes e só deixar o uso de máscara quando a prova começar. Confira a íntegra.

“É uma ação coesa, com protocolos adaptados da Europa para a realidade que temos aqui. Não existe data prevista para a retomada, mas damos um sinal de que estamos nos organizando para que tudo esteja pronto e alinhado com as autoridades para quando for possível retornar", diz Igor Souza, recordista brasileiro no Canal da Mancha e organizador do Circuito Maratonas Aquáticas.


Depender de outras pessoas e de decisões que não cabem a ela são os motivos que fazem Poliana achar bem mais fácil nadar uma prova de 10 km em mar aberto do que organizar travessias.

Para Poliana, nadar é mais fácil que organizar provas
Para Poliana, nadar é mais fácil que organizar provas

“Nadar é muito mais fácil que organizar competição. No mar, na natação só depende de mim. Como nado desde os dois anos de idade eu sabia muito bem o estava fazendo quando competia. Organizando é muito mais difícil. É muita coisa para eu pensar e para dar certo não depende só de mim” explica a medalhista olímpica.


As dificuldades não afetam Poliana. Já que toca um projeto antigo dela. “Faltava tempo e não queria mudar o meu foco quando treinava. Já que faço questão de estar presente nos eventos, e não conseguia. Agora estou muito feliz e me encontrando nesse meio”, conta a ex-nadadora.

A presença de Poliana tão próximo da criação organização das provas ajuda quem se arrisca a nadar em mar aberto. “Nem sei quantas provas fiz no Brasil e no mundo, tenho uma visão diferente. Eu penso em todos os detalhes para os eventos ficarem bonitos e prazerosos. Penso com muito carinho, como se fosse um filho meu”, compara Poliana.


A expectativa é que as provas voltem em setembro. Assim, os competidores teriam até o meio de dezembro para matar a saudade do mar. Se tudo der certo e a pandemia da covid-19 ficar mais controlada, a Travessia Polyana Okimoto está prevista para 8 de novembro.

Tem um fator interessante, não são só super nadadores que podem participar. Uma das travessias é de 500 metros, só para iniciantes. Se você se animou, é só começar a treinar.

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