Olimpíadas Nuzman e Cabral são condenados por compra de votos para Rio 2016

Nuzman e Cabral são condenados por compra de votos para Rio 2016

O ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil e o ex-governador do Rio de Janeiro eram alvos da operação Unfair Play

  • Olimpíadas | Do R7, com Estadão Conteúdo

Cabral e Nuzman lideraram campanha para que o Rio fosse sede da Olimpíada de 2016

Cabral e Nuzman lideraram campanha para que o Rio fosse sede da Olimpíada de 2016

DOMINIC FAVRE/EFE - 17.6.2009

O ex-presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil) Carlos Arthur Nuzman foi condenado nesta quinta-feira (25) a 30 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A decisão foi do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio.

Além do ex-nome forte do esporte olímpico no país, Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, foi condenado a dez anos e oito meses de prisão por corrupção passiva. Já o ex-diretor de operações da Rio 2016 Leonardo Gryner terá de cumprir pena de 13 anos e dez meses por corrupção passiva e organização criminosa. Todos eram alvos da operação Unfair Play.

Carlos Arthur Nuzman foi preso por agentes da Polícia Federal em 2017

Carlos Arthur Nuzman foi preso por agentes da Polícia Federal em 2017

Antonio Lacerda/EFE - 19.10.2017

A operação, um desdobramento da Lava Jato no Rio, investigou a compra de votos para que a capital fluminense fosse sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Nuzman terá o direito de recorrer da decisão em liberdade. Os advogados dos condenados não foram encontrados para comentar o caso.

“O condenado dedicou sua carreira pública para tornar o Rio de Janeiro cidade-sede das Olimpíadas, no entanto, apesar de tamanha responsabilidade social, optou por agir contra a moralidade e o patrimônio público, razão pela qual valoro em seu desfavor a conduta social”, escreveu Bretas.

O empresário Arthur César Menezes Soares Filho, conhecido como rei Arthur, e os senegaleses Lamine e Papa Diack também foram denunciados pelo Ministério Público.

De acordo com o Ministério Público Federal, Nuzman e Gryner intermediaram o pagamento de 2 milhões de dólares aos africanos Papa Massata Diack e Lamine Diack, membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), em troca de seus votos. O ex-governador, por sua vez, teria acionado o empresário Arthur Soares para que desembolsasse o dinheiro.

Em 2017, Nuzman foi preso por agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Pouco tempo depois, recebeu o benefício da prisão domiciliar e chegou a dizer que a decisão era "justa e correta”.

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