Olimpíadas Katie Ledecky leva 10ª medalha e assume protagonismo em Tóquio

Katie Ledecky leva 10ª medalha e assume protagonismo em Tóquio

Norte-americana ocupou vaga deixada em aberto por outros astros dos Jogos Olímpicos, que não brilharam esperado em Tóquio 2020

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

Katie Ledecky agora tem sete medalhas de ouro e três de prata em Jogos Olímpicos

Katie Ledecky agora tem sete medalhas de ouro e três de prata em Jogos Olímpicos

François-Xavier Marit/AFP - 31/7/2021

Simone Biles (ginástica artística), Teddy Riner (judô), Naomi Osaka e Novak Djokovic (ambos do tênis)… Por diferentes motivos, as anunciadas estrelas não brilharam como o esperado em Tóquio 2020. Exceto por Katie Ledecky. A nadadora norte-americana assumiu o protagonismo com duas medalhas de ouro e duas de prata na capital japonesa.

A atleta alcançou a sua décima medalha olímpica: sete de ouro e três de prata. Os destaques em Tóquio 2020 ficaram por conta do tricampeonato metros livre, além da inédita conquista nos 1.500 metros livre — as pratas vieram nos 400 e 4x200 metros livre, em que também era a campeã.

Katie carregou medalhas como quem cuida de um bebê

Katie carregou medalhas como quem cuida de um bebê

Carl Recine/Reuters - 31/7/2021

A nadadora chegou para a sala de entrevistas com as quatro medalhas no peito e segurando as com o cuidado de quem carrega um bebê enquanto caminha. A atleta sorriu quando o R7 comentou sobre o lindo colar, mas, apesar do clima de descontração, ela se esquivou sobre seu protagonismo nos Jogos Olímpicos.

“Não sei. Isso [sobre protagonismo] não é algo para eu dizer. São muitos os grandes atletas aqui nessas Olimpíadas e admiro todos eles. Estou empolgada que minhas competições acabaram e vou me dedicar a a assistir um pouco, ver o que está acontecendo”, disse a atleta de 24 anos, que garantiu que tem mais um ciclo olímpico pela frente até Paris 2024 e, quem sabe também, Los Angeles 2028.

Biles, que revelou ao mundo problemas de saúde mental, conquistou a prata por equipes, deixou a competição individual geral e também já disse que não competirá no salto e nas barras assimétricas. Riner perdeu a chance de conquistar o tricampeonato olímpico no judô e teve de se conquistar com o bronze no individual e um ouro por equipes mistas. No tênis, Naomi, que acendeu a pira no Estádio Olímpico, foi eliminada nas oitavas de final; enquanto Djokovic perdeu a medalha de bronze e se retirou da disputa nas duplas mistas.

Desde Atenas 2004, essa é a primeira edição dos Jogos Olímpicos sem Michael Phelps ou Usain Bolt. Juntos, os agora ex-nadador (28 medalhas) e ex-corredor (oito medalhas) abandonaram seus esportes e, mais do que isso, provocaram uma certa carência de ídolos no evento multiesportivo. A dúvida era para com quem o grande público, que não acompanha a rotina de todas as modalidades, poderia se identificar imediatamente.

Esses atletas de fácil identificação também não seriam os astros do basquete da NBA. Por força de expressão, a equipe do técnico Gregg Popovich é chamada de Dream Team, mas LeBron James e Stephen Curry sequer se deixaram ser convocados. Kevin Durant lidera um time ainda um tanto capenga, mas que se jogar focado pode levar a medalha de ouro.

Ao seu modo, com a fala tranquila e sem se importar com outros grandes nomes da natação, como o da australiana Ariarne Titmus, que a bateu nos 400 metros livre, Katie afirmou que agora só quer deitar a cabeça no próprio travesseiro.

“Sempre vou curtir a Olimpíada. São muitos atletas ótimos por aqui, andando na Vila Olímpica e é uma honra apenas estar aqui”, disse. “Curti muito essa última semana, o último mês com a equipe. Estou incrivelmente feliz com essas conquistadas. Quero voltar para a minha casa para dividir todas as histórias que dividi aqui com a minha família e os meus amigos.”

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