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Isaquias cola no recorde de maior medalhista brasileiro: ‘É uma honra’

Canoísta deixa Tóquio 2020 com quatro conquistas olímpicas, uma a menos que velejadores Robert Scheidt e Torben Grael

Olimpíadas|André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

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Medalha de ouro era a que faltava na coleção olímpica do canoísta Isaquias Queiroz
Medalha de ouro era a que faltava na coleção olímpica do canoísta Isaquias Queiroz

Autêntico que só, Isaquias Queiroz chegou para Tóquio 2020 com o sonho de se tornar o maior medalhista brasileiro em Jogos Olímpicos. A história em águas japonesas não foi bem como o canoísta imaginava, mas, nem por isso, não merece comemoração. Ouro no C1 1000 metros, o atleta alcançou a sua quarta medalha da carreira e colou no recorde estabelecido pelo velejador Robert Scheidt.

Isaquias, apenas em sua segunda Olimpíada, tinha a oportunidade de conquistar uma medalha também na canoa dupla, na prova do C2 1000 metros. No barco com o novo parceiro Jacky Godmann (Erlon de Souza se machucou antes da competição), os dois conseguiram apenas a quarta colocação. Por sua vez, em sua sétima edição dos Jogos, Scheidt terminou na oitava colocação.

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Com os resultados, Scheidt se manteve com cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Ainda na vela, Torben Grael também tem cinco conquistas, mas são dois ouros, uma prata e dois bronzes. Isaquias conquistou duas pratas e um bronze na Rio 2016 e agora somou um ouro em Tóquio 2020.

Isaquias completou apenas sua segunda Olimpíada
Isaquias completou apenas sua segunda Olimpíada

“Ainda tenho que treinar bastante para chegar no nível deles e conquistar mais duas medalhas em Paris 2024 e passar. Mas tanto o Robert Scheidt, quanto o Torben Grael, são heróis olímpicos e não tem como apagar a história deles. Ainda que passe em número de medalhas, o que eles fizeram jamais será apagado. Eles foram inspirações para nós brasileiros”, disse o atleta, de 27 anos, exausto após a prova na Sea Forest Waterway.

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O canoísta disse que fica de novo cansado só de pensar o tanto que vai ter de treinar para Paris 2024. Em suas próprias palavras, ele viverá um ciclo olímpico em que será o alvo a ser atingido. Ainda assim, as condições são boas para o baiano de Ubaitaba. Com o cuidado de não parecer arrogante, ele frisou que as conquistas são resultados de horas e horas de treinamento.

Vem mais em Paris 2024

O COI (Comitê Olímpico Internacional) e a FIC (Federação Internacional de Canoagem) já afirmaram que as provas de 1000 metros darão lugar às de 500 metros na raia parisiense. A mudança favorece o brasileiro tricampeão na distância.

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Treinador de Isaquias desde a morte de Jesús Morlán, em outubro de 2018, Lauro Junior, o Pinda, disse que a maior qualidade do seu atleta é não sentir medo dos desafios. Por isso, o compromisso para Paris está firmado apesar das férias até janeiro.

“Falei para o Isaquias que só quero ver ele lá em janeiro. Agora é para ele ir descansar, ficar com a família dele, com o povo dele e se desligar da canoagem um pouco”, disse Pinda.

Veja as medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

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