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Com aposentadoria programada, Fabiana Murer ainda não sabe o que fazer fora das pistas

Campeã mundial do salto com vara já decidiu que para após as Olimpíadas de 2016

Olimpíadas|Carolina Canossa, do R7

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Por enquanto, única opção que não anima muito Fabiana Murer é ter filhos após a aposentadoria
Por enquanto, única opção que não anima muito Fabiana Murer é ter filhos após a aposentadoria

A decisão está tomada: a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, será a última competição da carreira de Fabiana Murer. Com medalha ou não, a campeã mundial do salto com vara em 2011 vai abandonar a carreira diante de seus compatriotas aos 35 anos de idade.

Todo o planejamento, no entanto, se restringe apenas à decisão de largar o esporte: Fabiana ainda não tem muita noção sobre como será de sua vida assim que encerrar a carreira nas pistas.


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— Acho que vou pegar um ano para realmente pensar no que vou fazer. Sou formada em fisioterapia, é um caminho que eu tenho, mas também pode ser alguma outra coisa. Quero continuar envolvida no esporte, passando minha experiência para os atletas mais novos, mas também quero trabalhar, continuar produzindo alguma coisa.


Vivendo a fase final de sua carreira, a brasileira admite que já sente os sinais da idade chegarem e, por conta disso, tem investido mais em inteligência do que em puro esforço na hora de treinar:

— As dores aparecem mais. Já passei por anos em que não tive nenhum problema físico, mas nesta temporada tive tendinite patelar, que é decorrente dos anos de carreira, e uma contratura no joelho. No ano passado, senti o tendão-de-Aquiles. Estou diminuindo um pouquinho os treinamentos para evitar lesões e usando a “memória” do corpo. Tem que ser um treino bem montado, com as prioridades que eu preciso para poder saltar. Lógico que treino força e velocidade, mas em uma quantidade menor.


A contratura atrás do joelho, aliás, foi o fator que a prejudicou no Mundial Indoor, principal competição da atual temporada, disputada no último fim de semana. Quarta colocada, Fabiana alcançou os mesmos 4,70 m das três medalhistas, mas ficou fora do pódio por ter sido a última delas a chegar neste patamar na disputa. Ainda assim, se disse satisfeita com o resultado:

— A medalha não saiu por uma fatalidade, uma bobeirinha que aconteceu, acabei me machucando. Vamos seguir nessa linha porque não foi um erro de treinamento.


Ao menos por enquanto, a única ideia que parece não animar muito Fabiana é a possibilidade de ser mãe:

— Acho que vou sentir falta das viagens, de ficar fora de casa. Quanto a ter filhos, vou pensar. São coisas que eu vou resolver depois. Por enquanto, só estou pensando mesmo em treinar e competir e me manter saudável para saltar alto.

Ainda esta semana, Fabiana Murer disputa os Jogos Sul-Americanos, no Chile. Depois, tira uma semana de férias antes de iniciar os treinamentos da temporada outdoor, onde competirá em etapas da Liga de Diamante, no Troféu Brasil e tentará uma vaga na Copa Continental.

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