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Chama olímpica chega a Sochi em meio a manifestações mundiais contra Putin

Lei anti-gay que vigora no país é o principal alvo das reclamações

Olimpíadas|Do R7

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Tocha Olímpica já chegou a Sochi
Tocha Olímpica já chegou a Sochi

A chama olímpica dos Jogos de Inverno chegou nesta quarta-feira (5) a Sochi, enquanto manifestações contra uma lei russa "anti-gay" estão previstas no mundo inteiro, a dois dias da cerimônia da abertura do evento.

O presidente russo, Vladimir Putin, visitava nesta quarta-feira os atletas nas Vilas Olímpicas enquanto os organizadores corriam para acertar os últimos detalhes da cerimônia de abertura do estádio Fisht, recém construído às margens do Mar Negro.

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Putin prometeu que os Jogos de Inverno organizados pela Rússia, com um custo total sem precedentes (50 bilhões de dólares), seriam acolhedores para todo mundo, em meio à controvérsia de uma lei russa "anti-gay" que entrou em vigor em junho do ano passado.

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A ONG LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais) All Out organiza manifestações em 19 cidades do mundo, desde Nova York a Melbourne passando por Paris e a cidade russa de São Petersburgo (mas não Sochi), e tem como alvo os patrocinadores dos Jogos Olímpicos que, segundo a ONG, precisam "sair de seu silêncio sobre as leis anti-gay russas".

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"É o momento de obrigar os patrocinadores a utilizarem seu poder econômico, com o objetivo de chamar a atenção para estas leis discriminatórias", escreve a All Out em seu site, na internet.

Os contratos de patrocínio entre o Comitê Organizador dos Jogos e grandes empresas como Coca Cola, McDonald's e Samsung chegam a um valor total de 1.4 bilhão de dólares.

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O grupo americano de telecomunicações AT&T denunciou nesta terça-feira esta lei russa que pune a "propaganda homossexual" para menores com multa ou até prisão.

"Estamos contra a lei russa anti-LGBT", declarou a AT&T em seu site.

A empresa não é um dos patrocinadores dos Jogos de Sochi, mas foi parceira durante anos do Comitê Olímpico americano.

Várias manifestações estão previstas para coincidir com a passagem da chama olímpica em Sochi, após ter percorrido cerca de 65.000 km através da Rússia, o maior trajeto da história olímpica, com paradas no Polo Note, no Monte Elbrus (montanha mais alta da Europa com 5.642 m), no lago Baikal e até no espaço.

Em Sochi, a tocha será levada pelas ruas, de trem e de barco. Entre os carregadores estão previstos figuras como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e a grande estrela do salto com vara, a russa Elena Isinbayeva.

A último trajeto acontecerá na sexta-feira, quando a chama olímpica será acesa no estádio Fisht, onde serão realizadas as cerimônias de abertura e encerramentos dos Jogos.

O presidente Putin, que disse na terça-feira não estar envolvido na escolha do atleta ou personalidade que ascenderá a chama, garantiu que a cidade dos Jogos será acolhedora para todos.

"Quero assegurar a todos que faremos de tudo para que Sochi seja um lugar acolhedor para todos os participantes, para todos os convidados", declarou Putin a Bach, em um encontro com membros do COI.

"A principal tarefa é fazer dos Jogos de Sochi uma festa para todos os apaixonados por esporte no mundo", completou Putin.

O presidente russo agradeceu também pelo COI ter permitido ao país organizar estes Jogos, que precisaram de obras colossais, na medida que somente 15% da infraestrutura estava pronta em 2007, quando a cidade foi escolhida.

A segurança é a grande preocupação destes Jogos de Sochi, cidade que fica a centenas de quilômetros da república do Cáucaso do Norte, especialmente após o atentado suicida de Volgogrado em dezembro passado e as ameaças de ataques por islamitas da região, em janeiro.

"O maior perigo é que atentados aconteçam fora dos lugares em que se realizarão os Jogos, aos arredores ou na região de Sochi", afirmou na terça-feira o diretor do Centro Nacional Anti-terrorista (NCC), Matthew Olsen.

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