Olimpíadas Britânico cobra ouro do Rio 2016 por causa de possível manipulação

Britânico cobra ouro do Rio 2016 por causa de possível manipulação

Boxeador Joe Joyce pede medalha caso seja comprovado que sua final contra o francês Tony Yoka sofreu esquema de corrupção

Reuters - Esportes
Britânico Joe Joyce disputou final em 2016 contra o francês Tony Yoka

Britânico Joe Joyce disputou final em 2016 contra o francês Tony Yoka

Andrew Couldridge/Reuters

O boxeador peso-pesado britânico Joe Joyce disse, nesta sexta-feira (1º), que deveria ficar com a medalha de ouro da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 se for comprovado que sua final contra o francês Tony Yoka foi manipulada por um esquema de corrupção.

A luta foi uma de 11 apontadas como fraudadas por um relatório independente encomendado pela Aiba (Associação Internacional de Boxe), e publicado na quinta-feira, que encontrou indícios de corrupção e manipulação.

"É triste ver corrupção em qualquer esporte, mas particularmente no boxe", disse Joyce, medalhista de prata que perdeu a final olímpica dos peso-pesado por uma decisão de 2 a 1, em um comunicado no Instagram.

"Acredito com firmeza que fui o vencer da luta com Tony Yoka e que merecia a medalha de ouro. Mas no dia não recebi essa decisão, e na época aceitei isso", acrescentou.

Joyce, que se tornou profissional e está invicto desde então, disse que analisou os resultados da investigação comandada por Richard McLaren e que leu que a corrupção na Aiba afetou os resultados de seu combate.

"Se a corrupção aconteceu, e parece que sim, confio que a Aiba e o COI (Comitê Olímpico Internacional) farão com que a integridade do esporte seja mantida e me concederão a medalha de ouro", acrescentou.

O advogado de Yoka disse à rádio Europe 1 que o boxeador, atual campeão europeu, está concentrado somente em se tornar o primeiro peso-pesado profissional francês a se consagrar como campeão mundial.

Ainda na quinta-feira, McLaren disse que não poderia comentar se os resultados das lutas manipuladas serão revertidos e que, como investigador-chefe, não cabe a ele decidir.

O COI disse que "estudará cuidadosamente" as conclusões de McLaren antes de decidir as consequências.

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