Após crise, CBDA mira eficiência e transparência para atrair patrocinadores
Olimpíadas|Do R7
Passada a crise que abalou a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), a nova gestão tenta recuperar as finanças da entidade e a meta agora é apenas uma: buscar novos patrocinadores. Para tanto, a confederação se esforça para mostrar eficiência e transparência para atrair novos apoiadores.
"Nosso maior desafio é a recuperação da capacidade financeira da CBDA. Buscar novos patrocinadores, abrir novos horizontes e recuperar a capacidade financeira", disse ao jornal O Estado de S.Paulo o presidente Miguel Carlos Cagnoni, que diz confiar na equipe que montou em junho do ano passado. "Depois de nove meses de gestão, temos uma equipe adequada para qualquer tipo de desafio".
O novo time administrativo da CBDA será testado nesta semana com a realização do Troféu Brasil - Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez, o evento terá a prova de 10km de maratona aquática. Mas, mesmo com um orçamento menor, o presidente fazer um evento com qualidade similar a dos últimos anos.
Ao mesmo tempo em que pretende exibir eficiência, a nova gestão quer reforçar a transparência da CBDA, que vinha de três décadas sobre a mesma administração. "Nosso intuito é ter transparência em vários pontos. Vamos aperfeiçoar e, por isso, temos um comitê de governança e compliance. Além disso, faremos um painel de transparência e vamos mostrar onde podemos nos desenvolver", disse o presidente.
A busca por novos patrocinadores teve grande vitória na semana passada, quando a Federação Internacional de Natação (Fina) oficializou a aceitação da entidade brasileira em seu quadro. Isso é importante porque torna a CBDA reconhecida internacionalmente, o que dá uma espécie de "selo" de segurança à entidade nacional.
"Um patrocinador não quer entrar numa bagunça, ele quer entrar numa confederação que esteja reconhecida pelos organismos internacionais", explicou Renato Cordani, diretor de esportes da CBDA. "Eles querem uma confederação que esteja mostrando transparência e governança corporativa. Estamos trabalhando nisso".
O novo status da entidade era necessário porque a CBDA havia sido suspensa pela Fina no ano passado após imbróglio judicial que resultou na determinação de um interventor por parte da Justiça. Foi a consequência direta da Operação Águas Claras, da Polícia Federal, que prendeu a antiga cúpula da entidade sob a acusação de desvios que chegariam a R$ 40 milhões.
A ação fez os Correios anunciarem o rompimento do contrato de patrocínio, que já havia sido reduzido de R$ 18 milhões anuais para R$ 5,7 milhões no início do ano passado. A medida, porém, acabou sendo revista pelo parceiro mais tarde. Mas, com a redução, os Correios interromperam o repasse individual aos atletas.







