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Nem tudo é futebol: jogadores também ditam moda

|Do R7

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Eles são vistos superproduzidos em treinos, entrevistas coletivas e aeroportos do Brasil. Os jogadores sabem que milhares de câmeras estão apontadas para eles, e que podem ser não apenas ícones do futebol, mas também homens que ditam moda. E as grandes marcas aproveitam.

Com tatuagens ou cortes de cabelo inovadores, eles entram em campo. Mas sua imagem não se limita a de atletas que acabaram de sair do vestiário.


Cristiano Ronaldo provocou uma grande polêmica na internet ao entrar em campo com a seleção portuguesa contra os Estados Unidos exibindo um corte de cabelo em forma de raio, ou zigue-zague.

O visual de CR7 tem a mesma repercussão que sua habilidade em campo. O mesmo acontece com David Beckham, Pep Guardiola, Olivier Giroud, Claudio Marchisio, Neymar e Keisuke Honda.


Alguns já são renomados, mas há uma geração nova que sonha com contratos milionários, e em se tornarem modelos de grandes marcas.

Pouco antes da Copa do Mundo, o Bola de Ouro revolucionou ao aparecer nu na "Vogue Espanha" com sua companheira, a modelo Irina Shayk.


Já a edição brasileira da revista estampou em sua capa o astro da seleção nacional Neymar ao lado da top Gisele Bündchen.

O atacante francês Giroud também causou polêmica ao sair sem camisa na revista gay "Tetu".


Algumas das imagens mais emblemáticas são as fotos das seleções ao desembarcarem de terno e gravata. As marcas brigam para vesti-los, mas geralmente as equipes preferem uma determinada empresa nacional. Assim, a disputa fica em casa.

Como na África do Sul, em 2010, a seleção inglesa deixou de lado as marcas sofisticadas da Savile Row e preferiu um traje austero de lã fria inglesa da Marks and Spencer. Ao preço de 340 dólares, o modelo sumiu das lojas da marca, muito apreciada pela classe média.

"A Federação nos pediu que vestíssemos a seleção inglesa. Quisemos oferecer um preço semelhante aos da nossa loja", explicou à AFP a assessora de imprensa da M&S, Emma Richman.

Uma roupa bem mais acessível do que o modelo da Dolce&Gabbana, que veste a seleção italiana desde 2006.

"Simples, ajustado e elegante", sentenciou a revista britânica de moda masculina "GQ" sobre o terno cinza da Inglaterra. "Não é o conjunto mais óbvio para uma temporada na América do Sul, mas o que vocês esperavam? Um traje safari de linho e sandálias?"

Há quem não veja problemas em os jogadores usarem figurinos que todos possam comprar. Mas isso tem um custo.

"Quando são acessíveis, as roupas têm vítimas colaterais. Neste caso, a elegância", publicou a "Esquire".

Como esperado a Alemanha chegou de Hugo Boss, enquanto a Espanha adotou um visual clássico, com gravata vermelha de Pedro del Hierro, que lançou promoções na internet de 380 dólares.

Quando se trata de moda, a França quis dar o tom e preferiu a exclusiva Smalto, conhecida por fazer ternos sob medida para autoridades.

Os argentinos apareceram vestindo a marca nacional Etiqueta Negra, de Federico Alvarez Castillo. Mas nem todos os latinos foram patriotas. A seleção mexicana escolheu Ermenegildo Zegna.

"Nossos jogadores são embaixadores da Argentina não apenas dentro de campo, mas também fora, com seu porte e elegância", disse à AFP Federico Álvarez Castillo, da Etiqueta Negra, cujos trajes para a seleção custam mil dólares.

Armani Jeans, Lanvin, Paul Smith, Hackett, Trussardi o Roberto Verino: várias marcas fizeram alianças com os clubes. E não se trata apenas de vestir os jogadores. Muitos deles farão campanhas de produtos para o cabelo, cuecas, relógios e outros acessórios.

As tatuagens e cortes de cabelo são um assunto à parte. Vários salões latino-americanos aproveitam a Copa para oferecer o mesmo corte que o de Neymar, Danijel Pranjic, Arturo Vidal ou Sergio Ramos.

al-ml/ra/lb/dm

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