Após recuperar o posto de número 1 do mundo, o espanhol Rafael Nadal buscará nesta semana em Xangai conquistar seu sexto título do ano em torneios da categoria Masters 1000, o que seria um novo recorde em apenas uma temporada.
Apesar da derrota no domingo na final do Aberto da China diante de Novak Djokovic, Nadal desbancou o sérvio da liderança do ranking mundial, oficializado na última lista publicada nesta segunda-feira pela ATP.
O ano de 2013 vem sendo espetacular para Nadal, que busca agora novos desafios neste fim de temporada, como se tornar o primeiro tenista da história a vencer seis troféus de Masters 1000 numa temporada.
Com o triunfo em Cincinanti em agosto passado, Nadal igualou o recorde de cinco Masters em um ano de Djokovic.
Outro desafio é acabar a temporada como número um do mundo pela terceira vez na carreira (2008 e 2010).
"Se eu for capaz de manter a primeira colocação até o fim da temporada, será um feito importante porque será o melhor ano da minha carreira", declarou o espanhol. "Isto realmente me motiva", completou.
Esquecidos os problemas físicos que o deixaram sete meses afastado das quadras (de junho de 2012 a fevereiro deste ano), Nadal soma 10 títulos em 2013, entre eles Roland Garros e o US Open e inicia neste segunda-feira a 103ª semana da sua carreira na posição de número um do mundo.
O espanhol de 27 anos já liderou o ranking por 46 semanas a partir de agosto de 2008, e por outras 56 semanas desde junho de 2010.
Até a derrota de domingo para Djokovic em Pequim, a primeira do ano em quadra dura, 'Rafa' estava invicto desde Wimbledon, onde perdeu surpreendentemente na primeira rodada para o belga Steve Darcis.
"Este é um grande ano, um dos melhores da minha carreira sem dúvida", insistiu Nadal, que se encontra a apenas quatro títulos de Grand Slam do recorde de 17 do rival suíço Roger Federer.
"É claro que é especial voltar ao primeira lugar do ranking após mais de seis meses parado sem poder jogar tênis", destacou o tenista.
O renascimento de Nadal contrasta com a temporada de Federer, que lutará em Xangai para salvar um ano nefasto que o fez cair ao sétimo lugar na classificação mundial, e que poderia lhe custar uma vaga no ATP Finals de Londres (que será disputado pelos oito melhores tenistas da temporada) pela primeira vez desde 2001.
Com poucas semanas para o fim da temporada, o suíço não joga desde a eliminação nas oitavas de final do US Open em setembro e conquistou apenas um título nesta temporada (Halle), além de não chegar à final de nenhum dos quatros Grand Slams.
A tarefa de Federer não será fácil em Xangai, já que poderá enfrentar logo nas quartas de final ninguém menos que Djokovic, atual campeão do torneio chinês e cabeça de chave número 1.
Na estreia, o suíço poderá duelar com outro número 1 do mundo, o australiano Lleyton Hewitt, que disputará a repescagem com o italiano Andreas Seppi nesta terça-feira.
Apenas três tenistas têm vagas garantidas no torneio final em Londres: Nadal, Djokovic e o britânico Andy Murray, que não participará porque acaba de ser operado das costas e só deve voltar às quadras no próximo ano.
Outros jogadores como o espanhol David Ferrer, o argentino Juan Martín del Potro e o tcheco Tomas Berdych estão muito perto de garantir um lugar na última competição do ano.
Resta a Federer disputar com o compatriota Stanislas Wawrinka, os franceses Richard Gasquet e Jo-Wilfred Tsonga e o canadense Milos Raonic uma das três últimas vagas no torneio de campeões.
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