A final masculina do US Open, marcada para esta segunda-feira em Flushing Meadows, promete ser explosiva, com o duelo entre os dois primeiros colocados do ranking da ATP, o sérvio Novak Djokovic, número um do mundo, e o espanhol Rafael Nadal (N.2).
Este será o terceiro confronto entre 'Rafa' e 'Nole' na decisão do Grand Slam nova-iorquino. O espanhol levou a melhor em 2010 e o sérvio deu o troco na edição seguinte.
Nadal e Djokovic também protagonizam a maior rivalidade da história do tênis em termos de confrontos particulares. Nesta segunda-feira, medirão forças pela 37ª vez no circuito profissional, quebrando o recorde dos duelos entre Ivan Lendle e Jogn McEnroe, que se enfrentaram em 36 ocasiões na década de oitenta.
O retrospecto entre os dois é favorável a Nadal, que soma 21 vitórias e 15 derrotas diante do sérvio e levou a melhor em cinco dos últimos seis confrontos.
Vice-campeão no ano passado, Djokovic, de 26 anos, disputará a 12ª final de sua carreira em Grand Slams, a terceira do ano, após a do Aberto da Austrália (vitória sobre o escocês Andy Murray) e de Wimbledon (derrota para o mesmo Murray).
Já Nadal, que se sagrou campeão de Roland Garros pela oitava vez em junho, tentará conquistar seu 13º título em Grand Slams.
Aos 27 anos, o espanhol está fazendo uma temporada incrível após ter ficado afastado das quadras por sete meses, de julho a fevereiro, por conta de uma lesão no joelho.
Em 2013, ele disputou a final de 12 dos 13 torneios que disputou, erguendo nove troféus.
"Não tenho a menor dúvida de que Rafa seja o melhor do mundo da atualidade. Enfrentá-lo é o maior desafio possível no tênis de hoje. Ele nunca jogou tão bem na quadra dura, que nunca foi seu piso favorito", reconheceu o sérvio.
Nadal é invicto neste ano em quadra dura, com 21 vitórias em 21 jogos e três títulos de Masters 1000 (Indian Wells, Montreal e Cincinnati), categoria torneios que perdem apenas para os Grand Slams em termos de importância.
O 'rei do saibro' sofreu apenas três derrotas neste ano, uma na grama de Wimbledon e outras duas no saibro, uma delas justamente para Djokovic, que o impediu de conquistar seu nono título seguido no Masters 1000 de Monte Carlo em abril.
"Sempre disputamos jogos emocionantes. Sempre jogamos em altíssimo nível, um forçando o outro a superar seus próprios limites", declarou Nadal.
No ano passado, os dois protagonizaram uma das finais mais bonitas da história do tênis na decisão do Aberto da Austrália, em duelo antológico de cerco de seis horas vencido por Djokovic.
"Apesar da derrota, fico feliz de ter disputado esta partida inesquecível", lembrou Nadal recentemente,
O sérvio perdeu apenas um dos últimos 27 jogos que disputou em quadra dura em Grand Slams, quando foi derrotado por Murray na final do ano passado em Flushing Meadows.
"Todos sabem que este é o piso no qual me sinto mais à vontade. A quadra Arthur Ashe (onde será disputada a final desta segunda-feira) é o palco onde obtive mais sucesso depois da quadra Central de Melbourne (onde foi tetracampeão do Aberto da Austrália em 2008, 2011, 2012 e 2013)", lembrou Djokovic.
No entanto, o sérvio terá que superar o cansaço da sua 'maratona' de mais de quatro horas nas semifinais, quando venceu o suíço Stanislas Wawrinka (N.9) de virada por 2-6, 7-6 (7/4), 3-6, 6-3, 6-4.
Nadal precisou de duas horas a menos para despachar o francês Richard Gasquet por 6-4, 7-6 (7-1) e 6-2, em partida na qual sofreu sua primeira e única quebra de saque desde o início do torneio.
Mesmo se ficar com o vice-campeonato nesta segunda-feira, o sérvio continuará na liderança do ranking da ATP, que ocupa há 97 semanas.
Mesmo assim, ele terá que batalhar muito até o fim da temporada para defender os pontos conquistados em 2012, já que o espanhol não tem nenhum ponto para defender por ter ficado afastado das quadras no segundo semestre do ano passado.
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