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Maré amarela no Mineirão antes de Brasil-Chile

|Do R7

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"Agora é para valer, temos que dar força à nossa seleção!" Usando shortinho preto, top verde e amarelo e chapéu bem estiloso, Tailah está mais empolgada do que nunca para empurrar Neymar e companhia, neste sábado no Mineirão.

Com o início da fase de mata-mata, a torcida brasileira, considerada 'apática' na primeira fase, vem se mostrando mais animada a poucas horas do duelo entre Brasil e Chile, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo.


Tailah, estudante de 22 anos, veio especialmente de Sorocaba. Ela se juntou a um grupo de quase 200 pessoas que ficaram pulando e cantando desde as primeiras horas da manhã, diante de um enorme bandeirão com as cores do Brasil.

"Acho que vai ser um 2 a 1 sofrido, por isso vou ter que torcer com toda minha alma", prometeu a jovem.


A torcida chilena, que impressionou ao colorir de vermelho estádios como a Arena Pantanal, em Cuiabá, o Maracanã ou o Itaquerão, foi logo engolida por uma verdadeira maré amarela.

Cansados do eterno e careta "sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor", o grupo de torcedores mais exaltados tentou dar uma renovada no repertório.


O maior hit é paródia de "Seven Nations Army", do grupo de rock americano White Stripes. "Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, nós queremos a Copa, juntos cantamos o hino, eu sou brasileiro, eu não sou argentino..."

Embora a partida seja contra o Chile, muitas músicas exploram a rivalidade histórica com os 'hermanos'. "Sou Pelé, sou Pelé, Maradona cheirador", já está na boca do povo.


Para provocar o rivais deste sábado, a torcida fez uma paródia do hino mais famoso da 'roja' chilena, sem economizar palavrões: "Chi, chi, chi, lê, lê, lê, Chile veio aqui para se f..."

"Agora chegou a hora da torcida abraçar o nosso time, é decisão", se exaltou Victor Villafort, jornalista de 28 anos, que chegou ao estádio sem camisa, com uma bandeira do Brasil enrolada na cintura.

Helder Marins, comerciante de 49 anos, veio de Niterói, no Rio de Janeiro, carregando no colo uma torcedora muito especial: a pequena Agata de dois anos e meio.

"É a primeira Copa dela, tenho certeza que vai dar sorte para a nossa seleção. Vamos ganhar por 3 a 0, como em 2010", previu.

Há quatro anos, na África do Sul, o Brasil eliminou o Chile na mesma fase da competição, nas oitavas, em jogo apitado pelo mesmo árbitro que atuará neste sábado, o inglês Howard Webb.

Para repetir a história diante da perigosa seleção chilena de Alexis Sánchez e Arturo Vidal, os comandados de Luiz Felipe Scolari precisarão mais do que nunca do apoio da torcida.

lg

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