Por Andrew Cawthorne
CARACAS (Reuters) - O ex-craque argentino de futebol Diego Maradona expressou um apoio fervoroso ao presidente socialista da Venezuela, Nicolás Maduro, e assinou um contrato para cobrir a Copa do Mundo da Rússia do ano que vem para a rede de televisão Telesur, sediada em Caracas.
Maradona, campeão do mundo de 1986 e apoiador de longa data de causas de esquerda em todo o mundo, declarou sua lealdade a Maduro durante uma visita à Venezuela nesta semana.
Neste ano outras personalidades do esporte e do entretenimento criticaram Maduro, que enfrentou meses de protestos de opositores e um coro de repúdio internacional contra supostos abusos de direitos humanos.
"Estou aqui para dar meu apoio a Nicolás... longa vida a Maduro!", disse Maradona, de 57 anos, depois de bater bola com o presidente de 54 anos no final da terça-feira.
Um Maduro radiante deu a Maradona uma foto de seu antecessor, Hugo Chávez, com o ex-jogador, além de uma camisa da seleção venezuelana.
"Vestir esta camisa significa muito para nosso 'Comandante' (Chávez), para Nicolás, que resistiu a tantos maus tratos da oposição", disse Maradona, beijando a imagem e abraçando Maduro.
O apoio de Maradona a Maduro chega depois de opositores tomarem as ruas do país neste ano em manifestações que causaram a morte de ao menos 125 pessoas e provocaram críticas ferozes de celebridades, inclusive o técnico da seleção.
Maduro disse estar enfrentando uma conspiração global liderada pelos Estados Unidos.
