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Sem Gareca, argentinos retomam espaço no Palmeiras

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No dia 1º de setembro, Ricardo Gareca deixou o comando do Palmeiras e uma das primeiras perguntas que muitos torcedores fizeram foi: "O que será dos argentinos?". O tempo passou e os quatro indicados pelo ex-treinador (Tobio, Allione, Mouche e Cristaldo) parecem ter sobrevivido bem sem ele e a cada dia ganham mais espaço com o técnico Dorival Júnior.

Tobio é quem parece mais à frente. O zagueiro é titular absoluto ao lado do jovem Nathan e deixa o experiente Lúcio no banco de reservas. "Quando cheguei, tive que passar por uma adaptação, o que é normal. Sinto que meu rendimento dentro de campo melhorou, e também estou me comunicando melhor com meus companheiros", explicou o defensor.

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Quanto a Mouche, ele a cada dia ganha mais a simpatia do torcedor e do treinador. Nesta terça-feira, ele deixou o treino com dores no pé e virou dúvida, mas, se tiver condições, tem boas chances de ser titular contra o São Paulo, domingo, às 19h30, no Morumbi, pela 34ª rodada do Brasileirão. Já Allione foi titular contra o Atlético-MG e pode permanecer. Cristaldo, que estava sendo titular, se recupera de uma entorse no tornozelo esquerdo e em breve será outra boa opção para Dorival.

Algo fundamental para eles conseguirem se adaptar rápido ao time, aos companheiros e não serem olhados como estranhos foi o fato de a equipe já ter estrangeiros no elenco. "Valdivia, Victorino, Eguren e Mendieta foram muito importantes para nossa adaptação. Graças a eles, nós conseguimos nos adaptar rápido em relação a língua", contou Allione, que ainda é quem parece sofrer um pouco mais com o idioma. "Meu português já está um pouco melhor. Falo pouco, mas não quero passar vergonha", disse, brincando ao ser questionado se poderia falar em português durante uma entrevista.

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Assim que chegaram ao clube, era normal ver o quarteto andando juntos e chegou-se a cogitar no clube que existisse uma disputa entre brasileiros e argentinos no elenco, algo que nunca ocorreu. A questão é que por não conhecerem bem o País e as pessoas do Palmeiras, eles resolveram "se fechar" no início, mas já estão e são tratados como qualquer outro atleta do elenco.

Cristaldo é quem menos tem do que reclamar em relação aos brasileiros. Nos últimos anos, trabalhar com jogadores do Brasil se tornou uma rotina para o atacante. No Metalist, da Ucrânia, de onde veio para o Palmeiras, ele atuou com Marlos, Taison, Rodrigo Moledo, Willian e o ex-palmeirense Cleiton Xavier. No Bologna teve a companhia de Nixon. "Ter argentinos na equipe facilita rapidamente a integração com o grupo, mas também estou acostumado com os brasileiros. Sempre joguei com eles e me dou muito bem", explicou o atacante.

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