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Seleção feminina do Irã volta atrás sobre asilo na Austrália e viaja para voltar ao país

Jogadoras temiam possíveis perseguições após deixarem de cantar o hino nacional durante partida da Copa Asiática

Mais Esportes|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A seleção feminina do Irã deixou a Malásia com destino a Omã, antes de retornar ao Irã, devido à guerra no Oriente Médio.
  • Seis jogadoras e um membro da comissão técnica pediram asilo na Austrália, mas cinco decidiram retornar por medo de perseguições em casa.
  • Apenas duas jogadoras permanecerão na Austrália, recebendo assistência do governo australiano e da comunidade iraniana.
  • Autoridades iranianas comemoraram a desistência do asilo como uma vitória, em meio a receios de represálias contra as jogadoras após protesto no hino nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jogadoras do Irã posam para foto antes da partida do Grupo A da Copa Asiática Feminina da AFC entre Irã e Filipinas, no Estádio Gold Coast, em Gold Coast, Austrália
Quatro atletas e um membro da comissão técnica recuaram e voltarão para o Irã Dave Hunt/AAP Image/via Reuters - 08.03.2026

A seleção feminina de futebol do Irã saiu da Malásia nesta segunda-feira (16), noite do horário local, com destino a Omã, no Oriente Médio. A intenção é de que do local sigam para o Irã, já que não podem retornar imediatamente a Teerã devido à guerra em curso no Oriente Médio.

Após dias de expectativa em relação às seis jogadoras e a um membro da comissão técnica que solicitaram asilo na Austrália, temendo possíveis perseguições caso retornassem ao Irã após a equipe deixar de cantar o hino nacional durante uma partida da Copa Asiática no início do mês, cinco deles decidiram retornar.


Após eliminação da Copa da Ásia, uma parte da delegação deslocou-se de Sydney para Kuala Lumpur, capital da Malásia, no dia 10 de março. Sete membros da equipe, incluindo seis jogadoras e um integrante da comissão técnica, haviam aceitado vistos de proteção na Austrália, que permitiria a permanência no país enquanto o asilo era solicitado.

Quatro jogadoras e o integrante da comissão voltaram atrás na decisão. Os cinco que desistiram do asilo viajaram para capital da Malásia para encontrar o restante da delegação. Apenas duas jogadoras ainda ficarão na Austrália, essas foram levadas para um lugar seguro e recebem assistência do governo australiano e da comunidade iraniana presente no país.


Windsor John, secretário-geral da Confederação Asiática de Futebol, afirmou à Associated Press (AP), que a saída da equipe foi organizada pela própria embaixada iraniana. Segundo ele, a AFC foi informada da viagem que o time faria para Omã, mas com esse não sendo o final. Entretanto, diz desconhecer todo o itinerário de viagem da delegação. O dirigente informou que a confederação e a Fifa irão acompanhar a situação das jogadoras junto à federação do Irã.

O secretário ainda afirmou que não recebeu reclamações diretas das jogadoras sobre voltar ao país. Mas há relatos da imprensa internacional contando que as famílias das jogadoras no Irã estariam com receio de sofrer represálias após a recusa de cantar o hino nacional antes do primeiro jogo, que teria sido interpretada como um protesto ou gesto de luto, recebendo críticas em um programa da TV estatal. Na partida seguinte a seleção cantou o hino.


Autoridades iranianas viram a rejeição do asilo com celebração, uma espécie de vitória contra a Austrália e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump que havia solicitado a ação para o país.

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