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Quem tentar politizar manifestação "vai quebrar a cara", diz ministro

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26 Fev (Reuters) - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, alertou nesta quarta-feira que possíveis manifestações durante a Copa do Mundo deste ano não devem ser politizadas.

"Na história brasileira, quem tentar politizar uma manifestação na Copa vai quebrar a cara, porque o povo sabe distinguir as coisas", disse ele a jornalistas em Brasília.

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Após grandes protestos atingirem as sedes da Copa das Confederações do ano passado, o governo, a Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) do Mundial se preparam para conter a violência em eventuais manifestações durante o torneio, que vai de 12 de junho a 13 de julho.

"Nós faremos da Copa uma grande festa popular. Tomaremos iniciativas para que de fato hajam formas de participação popular na Copa", afirmou Carvalho.

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"Então, acho que quem tentar politizar não vai se dar bem. Futebol é uma coisa, política é outra."

O governo federal se prepara para uma Copa do Mundo com protestos menores e mais violentos do que os que ocorreram durante a Copa das Confederações, segundo o chefe da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), Andrei Augusto Passos Rodrigues.

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Na semana passada, autoridades anunciaram o plano de segurança para o Mundial, que inclui o emprego de 170 mil profissionais, um custo total de 1,9 bilhão de reais e pretende coibir a violência em possíveis protestos. O uso das Forças Armadas só ocorrerá em casos extremos.

Em junho de 2013, um movimento que começou contra o aumento das tarifas do transporte público e acabou ampliando as demandas por melhores serviços públicos e fim da corrupção, culminou com o repúdio aos gastos com o Mundial, tendo como palco principal as partidas da Copa das Confederações.

A presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição neste ano, anunciou medidas em resposta às manifestações, que chamou de cinco pactos: pela robustez fiscal, mobilidade urbana, educação, saúde e reforma política.

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