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Nigéria quer vitória contra o Irã para sonhar com vaga nas oitavas

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A seleção da Nigéria, atual campeã africana, não deve ter problemas na estreia na Copa do Mundo do Brasil, na segunda-feira contra o Irã, em tese o rival mais frágil do Grupo F, que conta ainda com Argentina e Bósnia.

Em sua quinta participação em um Mundial, as 'Super Águias' têm a oportunidade iniciar a campanha de maneira mais calma, antes dos confrontos mais complicados em busca de uma vaga nas oitavas de final.

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Qualquer resultado diferente da vitória pode ter consequências duras para uma equipe que voltou a ganhar destaque depois do título na Copa Africana de Nações de 2013.

O torneio revelou uma equipe sem estrelas, com exceção do meia e capitão John Obi Mikel, mas unida ao redor do técnico Stephen "Big Boss" Keshi, que em alguns momentos mais parece um rapper que um treinador.

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Mas a expectativa criada não foi confirmada e na Copa das Confederações de 2013 a Nigéria foi eliminada na primeira fase, com derrotas para Uruguai e Espanha.

Os amistosos de preparação também provocaram dúvidas, com empates contra Escócia (2-2) e Grécia (0-0) e uma derrota para os Estados Unidos (2-1).

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"Eles têm um bom treinador e também jogadores de qualidade. Não sabemos muito do Irã, mas veremos na segunda-feira", disse Keshi.

Os iranianos chegam ao Brasil como completos desconhecidos. Em sua quarta Copa do Mundo, o país foi prejudicado pelo contexto geopolítico.

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O acordo temporário de seis meses assinado em novembro sobre o programa nuclear iraniano, que as grandes potências suspeitam que teria finalidade militar, suavizou as sanções que prejudicam a economia do país. Mas as transações financeiras permanecem submetidas a um rígido controle.

Depois de garantir a classificação para o Mundial, o técnico da seleção iraniana, o português Carlos Queiroz, lutou contra a falta de recursos da Federação e contra a impossibilidade de organizar partidas contra seleções de destaque. No fim, conseguiu concentrar a equipe na África do Sul e depois na Áustria.

Para complicar ainda mais a situação, uma queixa 'sui generis' surgiu sobre a qualidade dos uniformes fornecidos pela empresa Uhlsport, que supostamente encolhiam após a lavagem.

Mas, apesar dos obstáculos, Queiroz confia em seus jogadores.

"Não tenho dúvidas sobre meus jogadores. Estão prontos. Desejam dar 100% e trabalhar duro para conseguir resultados", afirmou o lusitano.

Os iranianos sonham em, pelo menos, repetir seu melhor resultado, obtido na França-1998, quando conseguiram uma vitória, muito simbólica, sobre os Estados Unidos (2-1).

Mas a missão é muito difícil para a equipe, que ocupa a 43ª posição no ranking da Fifa.

- Escalações prováveis:

Irã: Davari - Heydari, Montazeri, Hosseini, Beitashour - Nekounam (cap), Teymourian, Dejagah - Pooladi, Ghoochannejad, Shojaie. DT: Carlos Queiroz (POR)

Nigéria: Enyeama - Ambrose, Oshaniwa, Yobo, Oboabona - Mikel, Onazi, Azeez - Moses, Ameobi, Odemwingie. DT: Stephen Keshi (NGR)

Árbitro: Carlos Vera (EQU)

kn/fp

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