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BRASILEIRO 2022

Morre o barbeiro que moldou o topete do Rei Pelé

João Araújo, conhecido como Didi, também cortou o cabelo de outros craques do Santos

Mais Esportes|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Morreu o famoso barbeiro João Araújo, conhecido como Didi, aos 87 anos em Santos.
  • Didi foi responsável pelo icônico topete de Pelé, que se tornou um símbolo na década de 1960.
  • A amizade entre Didi e Pelé durou 66 anos, com o jogador sempre retornando à barbearia em Santos.
  • A barbearia de Didi era um ponto de encontro icônico, além de referência de cuidados e vaidade para atletas do Santos Futebol Clube.

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Foto de Didi, de camisa vermelha e cabelos brancos, em sua barbearia.
Didi sofreu uma parada cardiorrespiratória após passar por duas cirurgias Divulgação/Santos FC

O mais famoso barbeiro da história do esporte brasileiro, João Araújo, o Didi, morreu nesta terça-feira (24), em Santos, no litoral paulista.

Ele tinha 87 anos e ficou conhecido em todo o país por cuidar do cabelo do então jovem promissor Edson Arantes do Nascimento, que logo se consagraria mundialmente como Pelé, o Rei do Futebol.


A amizade entre Didi e Pelé durou 66 anos, até a morte do atleta, em 2022. Durante todo este tempo, e já vivendo longe de Santos, Pelé continuou visitando a barbearia de Didi sempre que ia à cidade.

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Conhecido pela simplicidade e pelo sorriso fácil, Didi gostava de contar a história de quando conheceu Pelé, então prestes a completar 15 anos e a estrear no Santos – com um gol contra o Corinthians de Santo André.


O barbeiro também deixava a modéstia de lado para lembrar do topete que criou para o atleta e que, por muito tempo, foi moda entre os jovens do fim dos anos 1950, início da década de 1960.

Segundo o jogador, a ideia do topete foi dele, para homenagear seu pai, o também jogador Dondinho, mas foi Didi quem a executou à perfeição, a ponto do corte ter se tornado um símbolo facilmente reconhecido.


Duas grandes coincidências ajudaram a cimentar a amizade: nascido em Rio Pardo de Minas, no norte mineiro, Didi chegou a Santos no mesmo ano que Pelé, que também era mineiro, de Três Corações.

“Assim que Pelé chegou ao salão, ficou meio desconfiado, afinal eu também era muito novo. Ele perguntou se eu conseguia cortar o cabelo, deixando um topete. Eu respondi: ‘Vamos tentar!’. Se você gostar eu ganharei um cliente; se não gostar, pelo menos você terá um amigo”, contou Didi, segundo um artigo publicado no site do Santos, em 2018.


O sucesso do Rei fez o sucesso do barbeiro, que assumiu as madeixas de outros craques do quase imbatível Santos Futebol Clube, como Coutinho, Pepe, Mengálvio e tantos outros atletas que frequentaram o modesto salão localizado diante do portão nº 6 do estádio Urbano Caldeira, no bairro da Vila Belmiro, em Santos.

Em nota, o Santos lamentou a morte do “lendário” Didi. Em suas redes sociais, o ex-ponta esquerda do Santos e da seleção brasileira, Pepe (José Macia), comentou o falecimento “do nosso querido barbeiro”.

“Sua barbearia, ali ao lado da Vila Belmiro, nunca foi apenas um espaço de cuidado e vaidade. Era ponto de encontro de conversas animadas, risadas e amizades que atravessaram gerações”, escreveu Pepe, afirmando ficar a saudade “de um homem simples, generoso e sempre pronto para ouvir”.

A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com parentes de Didi ou com o hospital onde ele faleceu.

Segundo veículos de imprensa regionais, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória após passar por duas cirurgias. Seu velório aconteceu hoje, na Beneficência Portuguesa, e seu corpo foi cremado no Memorial Necrópole Ecumênica, também em Santos.

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