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Lars Grael diz temer que lixo na Baía de Guanabara atrapalhe regatas

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Por Jeb Blount

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O velejador Lars Grael, que conquistou duas medalhas olímpicas de bronze para o Brasil, teme que os iatistas olímpicos se deparem com lixo e sacos plásticos nas provas da Baía da Guanabara nesta sexta-feira.

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A baixa das marés irá diminuir a água nas raias, e a chuva, que já tinha começado a cair na manhã desta sexta-feira, pode levar dejetos através das correntes, disse Grael a respeito do local, no qual veleja há quase meio século.

"Estou preocupado que amanhã (sexta) os barcos fiquem presos em sacos plásticos ou se choquem com lixo", disse ele à Reuters na Marina da Glória. "As condições estarão perfeitas para isso. Os organizadores terão que trabalhar duro para recolher o lixo".

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Grael, de 52 anos, que conquistou medalhas na hoje extinta prova da classe Tornado na Olimpíadas de Seul 1988 e Atlanta 1996, queria que a competição de vela da Olimpíada do Rio de Janeiro fosse realizada em Búzios, que fica três horas de carro ao norte da capital fluminense e conta com águas mais limpas e ventos mais regulares.

A poluição da água da Baía de Guanabara tem sido um tema polêmico durante toda a preparação para os Jogos e assombra os organizadores desde que o Rio conquistou o direito de sediar o evento sete anos atrás.

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A promessa de limpar a baía por meio da construção de novas tubulações de esgoto e de estações de tratamento, junto com a coleta de toneladas de lixo trazidas pela chuva, praticamente não foi cumprida.

Embora estudos tenham revelado níveis altos de patógenos causadores de doenças na Baía de Guanabara, o comitê organizador da Rio 2016 e a Federação Internacional de Vela disseram na quarta-feira que analisam os testes de água diários do governo.

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Os exames mostram, dizem, que as raias estão dentro dos limites da Organização Mundial da Saúde (OMS) para um "contato primário" seguro, como o nado. A vela é considerada "contato secundário" e menos perigoso.

Os casos de velejadores doentes têm sido raros, e é difícil provar a verdadeira origem das doenças.

Na quinta-feira, porém, o treinador da velejadora belga da classe Laser Radial Evi van Acker disse que seus médicos suspeitam que a água da baía causou uma infecção que afetou seriamente a energia e o desempenho da medalhista de bronze dos Jogos de Londres 2012.

Ainda assim, a maioria dos velejadores olímpicos entrevistados pela Reuters ao longo dois últimos dois anos, incluindo Grael, considera os riscos à saúde exagerados e dizem que a qualidade da água melhorou.

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